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E se Michael Phelps e Usain Bolt fossem países?

20 de agosto de 2012

Amanhã, dia 21 de agosto, Usain Bolt faz 26 anos. Destaque nas Olimpíadas de Londres, o velocista jamaicano acumula seis medalhas de ouro, conquistadas em dois Jogos (2008 e 2012). É o único na história das Olimpíadas que conseguiu ser bicampeão em todas as três provas de atletismo que disputou. Se fosse um país, já teria desbancado Portugal, que está na 64ª posição do ranking de maiores ganhadores de ouro da história. O país Bolt seria o 61º colocado.

Se Michael Phelps fosse um país, ele estaria pouco abaixo do Brasil no ranking. O nadador norte-americano, que se aposentou das piscinas neste mês, acumulou 18 medalhas de ouro em sua breve carreira de quatro Olimpíadas. O Brasil, com um histórico de participação em 21 Jogos, conseguiu o ouro 23 vezes. Com o mesmo número de medalhas de ouro da Argentina, Michael Phelps figuraria em 40º lugar entre todos os países que já participaram de Olimpíadas. O Brasil está apenas cinco posições acima, em 35º. México (46º) e Irlanda (49º) são alguns exemplos de nações que ainda não conseguiram alcançar o feito de Phelps.

Ninguém nunca chegou próximo à impressionante marca de Michael Phelps, mas, antes dele, outros atletas já tinham superado países no ranking de campeões olímpicos. Conheça alguns deles:

Larisa Latynina


A ginasta da antiga União Soviética, com as 18 medalhas (9 delas de ouro) que conseguiu durante a carreira, deteve o recorde de maior medalhista olímpica por 48 anos. A marca só foi superada este ano, por Michael Phelps. Nascida em 1934, Larissa estreou nas Olimpíadas com 22 anos de idade, nos Jogos de Melbourne, em 1956. De primeira, já voltou para casa com quatro medalhas de ouro. As outras vieram em 1960 e 1964. Se fosse um país, ainda hoje Larissa Latynina seria destaque no ranking de medalhistas. Ela figuraria em 51º lugar, logo abaixo da Índia (50º). Ainda ganharia de longe do Chile (76º).

Paavo Nurmi


O corredor finlandês estreou nos Jogos da Antuérpia, em 1920, ganhando três medalhas de ouro. Quatro anos depois, conseguiu mais cinco ouros e, em 1928, levou mais um para casa. Se não tivesse assinado contrato com uma marca esportiva – e assim ter se tornado um atleta profissional – poderia ter competido em 1928, tendo a chance de aumentar ainda mais sua coleção de medalhas. Na época, apenas amadores podiam participar das Olimpíadas. Se fosse um país, Paavo Nurmi disputaria hoje com Larissa Latynina a 51ª colocação no ranking de nações.

Mark Spitz


Assim como Michael Phelps em 2008 e em 2012, Mark Spitz foi um fenômeno da natação norte-americana nas Olimpíadas de Munique, em 1972. Ele ganhou sete ouros em uma só edição dos Jogos, tendo sido recordista no feito até 2008, quando Michael Phelps o derrubou. No ranking dos países, Mark Spitz também estaria no 51º lugar.

Ray Ewry

Em 1880, aos sete anos de idade, o norte-americano Raymond Clarence Ewry foi diagnosticado com paralisia infantil, uma doença viral altamente contagiosa hoje controlada por meio da vacinação. O prognóstico não foi bom: o médico disse ao garoto que ele nunca mais andaria. Ray Ewry não só andou como acabou se tornando um dos maiores medalhistas olímpicos da história. Ele ganhou oito medalhas de ouro no salto em altura nas Olimpíadas de 1900, 1904 e 1908. Mais de cem anos depois de sua aposentadoria, se fosse um país, Ray Ewry ainda se destacaria no ranking de maiores medalhistas olímpicos. Ele estaria em 52º lugar, logo à frente do Egito.

(com sugestão de Celso Unzelte)

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