Barão de Coubertin

  1. O criador dos Jogos Olímpicos da era moderna foi o barão de Coubertin. Seu nome verdadeiro era Pierre de Fredy. Ele nasceu em Paris, França, no dia 1º de janeiro de 1863 e morreu em Genebra, Suíça, no dia 2 de setembro de 1937. Seu coração, lacrado numa urna de bronze, está sepultado em Olímpia, junto ao templo erguido para os deuses gregos.
  2. O barão decidiu estudar a história dos Jogos da Antiguidade ao saber sobre as escavações arqueológicas que descobriram as ruínas de Olímpia, em 1875. Pesquisadores alemães encontraram não só o estádio, mas também os alojamentos dos competidores. Coubertin achava que o esporte havia levado os gregos ao apogeu, e resolveu ressuscitar os Jogos Olímpicos depois de assistir, em 1889, aos Jogos Pan-Helênicos, que eram realizados desde 1859.
  3. O barão de Coubertin foi um exímio atirador de pistola na sua juventude. Por isso, fez questão de incluir o esporte nos primeiros Jogos, em 1896. 
  4. Ele era contra a presença de mulheres nos Jogos Olímpicos. Mas havia uma grande pressão por parte das feministas, cada vez mais atuantes. Em 1900, elas eram seis corajosas tenistas e cinco golfistas, que enfrentaram as recusas dos organizadores. Para acalmar a fúria dessas precursoras, foi criado uma espécie de torneio paralelo. Em 1920, inscreveram-se 65 mulheres nos Jogos de Antuérpia. Elas já somavam 135 em 1924.
  5. Simultaneamente à Feira Mundial e à Olimpíada, foram realizados os chamados “Jogos Antropológicos”: povos exóticos, como pigmeus africanos e nativos da Patagônia, tiveram suas despesas pagas pela organização da Olimpíada para participar das competições esportivas. Sua performance, claro, era deprimente. Quando soube da notícia, o barão de Coubertin escreveu uma carta aos organizadores, em que dizia: “O negro, o vermelho e o amarelo ainda aprenderão a correr, a saltar e a arremessar muito melhor que o branco”.
  6. Em 1912, houve prêmios também em áreas artísticas, como literatura, música e pintura. O poema vencedor da categoria de literatura foi escrito por Georg Horrod — pseudônimo de ninguém menos que o barão de Coubertin.
  7. Em 1928, o tênis e o tiro não entraram nos Jogos de Amsterdã por causa da ferrenha perseguição do barão de Coubertin ao profissionalismo, mesmo disfarçado. Na época, os grandes tenistas já recebiam raquetes dos produtores de material esportivo, e os atiradores também ganhavam armas e munição.
  8. Reconhecido em 1935 pelo Comitê Olímpico Internacional, o basquete esbarrou no barão de Coubertin para ser admitido nos Jogos de Berlim, no ano seguinte. Ele era contra a entrada de esportes coletivos na competição. “A Olimpíada foi ressuscitada para os atletas individuais”, dizia. “Os esportes coletivos não têm lugar.” Só que o polo aquático, o hóquei na grama e o futebol já faziam parte dos Jogos. Mesmo com a oposição do barão, o basquete e o handebol se juntaram a eles (o vôlei seria admitido apenas em 1964).