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O futebol e sua ligação com os cemitérios

13 de setembro de 2013

Em plena sexta-feira 13, o Paraná Clube irá a campo enfrentar o Oeste, de Itápolis (SP), pela Série B do Campeonato Brasileiro com um insólito patrocínio no uniforme: o que tem um cemitério em Curitiba e outro em Colombo, comprou o espaço para duas partidas. A ideia pode até parecer fúnebre, mas está longe de ser uma novidade no universo futebolístico. Em 2009, na mesma Série B, o Vila Nova-GO assinou contrato de patrocínio com o cemitério Parque Memorial de Goiânia.

 

Futebol Interior

Traje do Paraná Clube nesta sexta-feira 13

Na Argentina, o Chacarita Juniors tem uma estreita ligação estreita com o cemitério de Chacarita, o maior do país e muito visitado pelos fãs do cantor de tanto Carlos Gardel. O preto do escudo do time foi escolhido por causa da proximidade entre o estádio do clube e o cemitério, do qual  pegou o nome emprestado. É por isso que os torcedores da equipe são chamados de “Os Funebreros”. O Boca Juniors tem um mausóleu dentro do cemitério de Chacarita. Ali está enterrado, por exemplo, o jogador Bernardo Gandulla, que atuou pelo Vasco em 1939 e cujo sobrenome teria inspirado o nome da função de quem devolve a bola para o campo de jogo, segundo o Dicionário Houaiss.

 

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Uniforme do Chacarita: as listras pretas fazem referência ao Cemitério de Chacarita

Se os ídolos estão em Chacarita, os torcedores do Boca ganharam um cemitério exclusivo em 2006. A ideia foi copiada pelo alemão Schalke 04. Em 2012, a cidade de Gelsenkirchen também ganhou uma última morada só para torcedores do clube. O grande escudo no meio das sepulturas não deixa dúvidas. O Corinthians não pensou em cemitério, mas lançou um plano funerário para seus torcedores, que inclui coroa de flores (sem folhas verdes), escudo do clube na parede, bandeira sobre o caixão e um carro funerário personalizado.

 

Ao lado de seu estádio, Schalke 04 inaugura cemitério para torcedores

Cemitério do Schalke 04: paixão até depois da morte

Em Porto Alegre, o tradicional Estádio da Montanha, do Cruzeiro, foi derrubado para a construção do Cemitério Ecumênico João XXIII. Resta apenas um pedaço de uma das arquibancadas. Conta-se que, depois da última partida (Cruzeiro 3 x Liverpool, do Uruguai 2, em 8 de novembro de 1970), 15 mil cruzeiristas desceram a “Colina Melancólica” chorando. A comoção foi tanta que o fato inspirou o escritor e torcedor do clube Moacyr Scliar a escrever o livro “A Colina dos Suspiros” em 1999 (no texto, Scliar muda o nome do estádio para “Pau Seco”)
Amaral, ex-jogador de Palmeiras, Vasco, Corinthians e Seleção Brasileira, tinha o apelido de “coveiro”. Antes de iniciar a carreira no futebol, ele trabalhou durante quatro anos em uma funerária de Capivari (SP), sua cidade natal. Ele vestia os mortos para o velório. Um outro coveiro também tinha participação direta nos jogos da cidade de Santana do Ipanema (AL). O Estádio Governador Arnon de Mello é separado do cemitério por apenas um pequeno muro. Em partidas mais disputadas, a bola sempre acaba indo para o lado das sepulturas. É aí que o coveiro precisa fazer papel de… gandula.

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3 Comentários

3 Comentários

  1. Fabio Grimaudo

    O XV de Piracicaba também tem seu estádio próximo a um cemitério separados apenas por uma rua

    Responder
  2. Aristides Leo Pardo

    O Campos, que disputará a primeira divisão do Carioca de 2017 também fica próximo a um cemitério e dentro de uma favela.

    Responder
  3. Allan Marchesin

    Fabio, na verdade, o estádio do XV de Piracicaba fica construído onde era uma parte do cemitério.

    Responder

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