Uma pane técnica no sistema de som do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), impediu que fossem executados os hinos de França e de Honduras na partida válida pela fase de grupos da Copa 2014, no último domingo (15). Os times chegaram a se posicionar em campo para a homenagem, mas o estádio ficou em silêncio. Com a proximidade do horário do jogo, o show teve que continuar.

Não foi a primeira vez que o momento do hino não saiu como o previsto em uma partida de Copa do Mundo. O Blog do Curioso vasculhou a história do Mundial e encontrou uma série de situações curiosas do tipo:

Copa de 1930 (Uruguai)
Os jogadores de Argentina e México se aqueciam no campo do estádio Centenário, em Montevidéu, quando, sem aviso, o hino nacional do México começou a tocar nos alto-falantes. A equipe mexicana parou e se posicionou em respeito ao hino até que o responsável pela cabine de som percebesse a gafe e desligasse o sistema.

Copa de 1950 (Brasil)
Nos jogos da fase final da Copa de 1950, além dos hinos das equipes jogadoras, foi também executado o hino do Brasil. Mas os estádios ficaram em silêncio durante a execução do hino nacional, envergonhando as autoridades brasileiras. Foi por causa dessa gafe que o Senado Federal lançou uma campanha de divulgação da letra do hino nacional, responsável pela popularização da música entre os brasileiros.

Copa de 1954 (Suíça)
Os jogadores alemães ficaram tão emocionados com seu primeiro título Mundial que, quando o hino nacional da Alemanha tocou para embalar a entrega da taça Jules Rimet ao capitão Fritz Walter, os jogadores da equipe, em vez de assumirem a rígida posição de continência, deram as mãos uns aos outros.

Copa de 1966 (Inglaterra)
Em 1966, Inglaterra – país sede da Copa – e Coreia do Norte – uma das equipes participantes – não mantinham relações diplomáticas. Por isso, o hino norte-coreano não poderia ser executado em solo inglês. Para evitar constrangimentos, a organização do Mundial decretou que só tocaria hinos nos jogos da abertura e da final da Copa. Como havia raríssimas chances de a Coreia do Norte chegar à final, o problema foi resolvido.

Copa de 1970 (México)
Os jogadores da União Soviética abandonaram a posição enfileirada no meio da execução do hino do Uruguai, antes do jogo entre as duas seleções pelas quartas-de-final da Copa do Mundo. A atitude, no entanto, foi antes uma gafe inocente do que um desrespeito. É que o longo hino do Uruguai tem uma pausa em silêncio bem no meio, o que confundiu os soviéticos.

Copa de 1982 (Espanha)
Aconteceu a maior confusão na hora de tocar os hinos de Itália e Polônia, antes da partida pela primeira fase da Copa de 1982, na Espanha. A organização soltou o hino da Galícia, “Queixumes dos Pinos”, em vez de “Mazurek Dąbrowskiego”, hino polonês. Ao tentar consertar o erro, depois da execução do hino italiano, a FIFA acabou soltando, ao mesmo tempo, o hino da Polônia e o da Espanha, resultando numa verdadeira bagunça sonora.
Itália e Alemanha disputaram a final da Copa de 1982. A organização da partida no estádio Santiago Bernabéu errou na hora da execução do hino da Alemanha. “Não me lembro de que música tocou, mas certamente não era o hino alemão”, conta o jornalista Claudio Dienstmann, que acompanhava o jogo no local. “O técnico Jupp Derwall, da Alemanha, ficou enfurecido!”. Os alemães acabaram perdendo o título para a Itália, que se sagrou tricampeã.
 
Copa de 1986 (México)
Brasileiros e espanhóis se enfileiraram para apreciar os hinos nacionais antes da partida pela primeira fase da Copa de 1986. Acontece que, quando se iniciou a execução do hino do Brasil, não era aquele que os brasileiros estavam acostumados a ouvir. A organização confundiu tudo e acabou tocando o Hino à Bandeira. A situação foi um tanto constrangedora: alguns jogadores levaram na esportiva enquanto outros, como o engajado Sócrates, tentavam boicotar a cerimônia. No final, a gafe passou e as equipes seguiram para o jogo.

Copa de 1990 (Itália)
O clima estava tenso antes da final da Copa de 1990, entre Argentina e Alemanha. Como os argentinos tinham eliminado os italianos na etapa anterior do Mundial, a torcida anfitriã tomou a liberdade de vaiar o hino dos latino-americanos, numa atitude reprovada pela cartilha do fair-play. O craque argentino Diego Maradona não deixou barato e rebateu as vaias com uma chuva de palavrões.
 
Copa de 2006 (Japão e Coreia do Sul)
Em sua estreia em Copas do Mundo, a seleção de Togo não pôde homenagear o próprio hino. Isso porque, antes da partida contra a Coreia do Sul pela primeira fase do Mundial, um erro da organização fez com que o hino dos anfitriões fosse executado duas vezes. Tentou-se corrigir o erro, mas o hino de Togo entrou fora de ritmo, deixando a seleção africana bastante insatisfeita.

Copa de 2010 (África do Sul)
Segundo normas da própria FIFA, os hinos nacionais devem ser reduzidos a uma versão de no máximo 90 segundos para a cerimônia que antecede os jogos da Copa. Isso não agradou nada os anfitriões do Mundial. Isso porque o hino sul-africano é composto por quatro partes, cada uma em um idioma diferente: zulu e xhosa (dos negros), afrikanker (dos brancos) e inglês (comum a ambos). Com o corte no hino, ficou a parte dos idiomas dos negros e saiu a dos brancos. Apesar de toda a reclamação, a FIFA não voltou atrás e o hino foi executado desse jeito do começo ao fim da competição.