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As gafes em hinos na história das Copas

16 de junho de 2014

Uma pane técnica no sistema de som do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), impediu que fossem executados os hinos de França e de Honduras na partida válida pela fase de grupos da Copa 2014, no último domingo (15). Os times chegaram a se posicionar em campo para a homenagem, mas o estádio ficou em silêncio. Com a proximidade do horário do jogo, o show teve que continuar.
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Não foi a primeira vez que o momento do hino não saiu como o previsto em uma partida de Copa do Mundo. O Blog do Curioso vasculhou a história do Mundial e encontrou uma série de situações curiosas do tipo:

Copa de 1930 (Uruguai)
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Os jogadores de Argentina e México se aqueciam no campo do estádio Centenário, em Montevidéu, quando, sem aviso, o hino nacional do México começou a tocar nos alto-falantes. A equipe mexicana parou e se posicionou em respeito ao hino até que o responsável pela cabine de som percebesse a gafe e desligasse o sistema.

Copa de 1950 (Brasil)
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Nos jogos da fase final da Copa de 1950, além dos hinos das equipes jogadoras, foi também executado o hino do Brasil. Mas os estádios ficaram em silêncio durante a execução do hino nacional, envergonhando as autoridades brasileiras. Foi por causa dessa gafe que o Senado Federal lançou uma campanha de divulgação da letra do hino nacional, responsável pela popularização da música entre os brasileiros.

Copa de 1954 (Suíça)
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Os jogadores alemães ficaram tão emocionados com seu primeiro título Mundial que, quando o hino nacional da Alemanha tocou para embalar a entrega da taça Jules Rimet ao capitão Fritz Walter, os jogadores da equipe, em vez de assumirem a rígida posição de continência, deram as mãos uns aos outros.

Copa de 1966 (Inglaterra)
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Em 1966, Inglaterra – país sede da Copa – e Coreia do Norte – uma das equipes participantes – não mantinham relações diplomáticas. Por isso, o hino norte-coreano não poderia ser executado em solo inglês. Para evitar constrangimentos, a organização do Mundial decretou que só tocaria hinos nos jogos da abertura e da final da Copa. Como havia raríssimas chances de a Coreia do Norte chegar à final, o problema foi resolvido.

Copa de 1970 (México)
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Os jogadores da União Soviética abandonaram a posição enfileirada no meio da execução do hino do Uruguai, antes do jogo entre as duas seleções pelas quartas-de-final da Copa do Mundo. A atitude, no entanto, foi antes uma gafe inocente do que um desrespeito. É que o longo hino do Uruguai tem uma pausa em silêncio bem no meio, o que confundiu os soviéticos.

Copa de 1982 (Espanha)
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Aconteceu a maior confusão na hora de tocar os hinos de Itália e Polônia, antes da partida pela primeira fase da Copa de 1982, na Espanha. A organização soltou o hino da Galícia, “Queixumes dos Pinos”, em vez de “Mazurek Dąbrowskiego”, hino polonês. Ao tentar consertar o erro, depois da execução do hino italiano, a FIFA acabou soltando, ao mesmo tempo, o hino da Polônia e o da Espanha, resultando numa verdadeira bagunça sonora.
Itália e Alemanha disputaram a final da Copa de 1982. A organização da partida no estádio Santiago Bernabéu errou na hora da execução do hino da Alemanha. “Não me lembro de que música tocou, mas certamente não era o hino alemão”, conta o jornalista Claudio Dienstmann, que acompanhava o jogo no local. “O técnico Jupp Derwall, da Alemanha, ficou enfurecido!”. Os alemães acabaram perdendo o título para a Itália, que se sagrou tricampeã.
 
Copa de 1986 (México)
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Brasileiros e espanhóis se enfileiraram para apreciar os hinos nacionais antes da partida pela primeira fase da Copa de 1986. Acontece que, quando se iniciou a execução do hino do Brasil, não era aquele que os brasileiros estavam acostumados a ouvir. A organização confundiu tudo e acabou tocando o Hino à Bandeira. A situação foi um tanto constrangedora: alguns jogadores levaram na esportiva enquanto outros, como o engajado Sócrates, tentavam boicotar a cerimônia. No final, a gafe passou e as equipes seguiram para o jogo.

Copa de 1990 (Itália)
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O clima estava tenso antes da final da Copa de 1990, entre Argentina e Alemanha. Como os argentinos tinham eliminado os italianos na etapa anterior do Mundial, a torcida anfitriã tomou a liberdade de vaiar o hino dos latino-americanos, numa atitude reprovada pela cartilha do fair-play. O craque argentino Diego Maradona não deixou barato e rebateu as vaias com uma chuva de palavrões.
 
Copa de 2006 (Japão e Coreia do Sul)
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Em sua estreia em Copas do Mundo, a seleção de Togo não pôde homenagear o próprio hino. Isso porque, antes da partida contra a Coreia do Sul pela primeira fase do Mundial, um erro da organização fez com que o hino dos anfitriões fosse executado duas vezes. Tentou-se corrigir o erro, mas o hino de Togo entrou fora de ritmo, deixando a seleção africana bastante insatisfeita.

Copa de 2010 (África do Sul)
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Segundo normas da própria FIFA, os hinos nacionais devem ser reduzidos a uma versão de no máximo 90 segundos para a cerimônia que antecede os jogos da Copa. Isso não agradou nada os anfitriões do Mundial. Isso porque o hino sul-africano é composto por quatro partes, cada uma em um idioma diferente: zulu e xhosa (dos negros), afrikanker (dos brancos) e inglês (comum a ambos). Com o corte no hino, ficou a parte dos idiomas dos negros e saiu a dos brancos. Apesar de toda a reclamação, a FIFA não voltou atrás e o hino foi executado desse jeito do começo ao fim da competição.

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1 Comentários

1 Comentário

  1. Lucas

    tinha também outras gafes nas copas de 86 e 90
    na de 86: alguns dos hinos tocavam 2 (Alemanha no jogo contra a Escocia, Polonia no jogo contra o Brasil, Italia no jogo contra a França) 3 (Dinamarca no jogo contra a Alemanha) ou 4 vezes(no caso da Espanha no jogo contra o Brasil) e na de 1990 a banda do Exército Italiano tocou o do brasil so uma parte da Introduçao e a parte inicial repetidas no jogo contra a Argentina e no jogo da Irlanda contra Inglaterra, o da Irlanda parou no meio

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