O que acontece com o alpinista no alto da montanha

Até 2800 metros
A maioria das pessoas não apresenta problemas relacionados à altitude. No máximo, sente algum cansaço ou uma leve dor de cabeça.

Acima de 2800 metros
É normal acontecer o mal agudo da montanha, que pode atingir qualquer pessoa. Os sintomas são dor de cabeça, fadiga, falta de ar, distúrbios de sono e náuseas. Cerca de 25% dos visitantes de centros turísticos nas montanhas passam por esse problema.

De 3000 a 5500 metros
Ocorre o maior número de casos de edema pulmonar. A falta de ar, tosse forte, letargia e febre alta se desenvolvem depois de 36 a 72 horas na altitude. Se o doente não voltar a altitudes mais baixas, pode morrer em cinco dias. Pode acontecer também o edema cerebral (acúmulo de líquido no cérebro). Nesse caso, se não for tratado em poucas horas, pode levar ao coma e à morte.

Acima de 5500 metros
Diminui muito a capacidade de aclimatação do organismo. Se uma pessoa permanece nessa altitude, começa a degradação, devido à escassa quantidade de oxigênio no ar. É muito difícil resgatar um doente ou um acidentado aí porque os helicópteros comuns não têm cabine pressurizada e o piloto desmaiaria acima dessa altitude.

Acima de 8000 metros
Há apenas um terço do oxigênio encontrado no nível do mar. Acima disso, como no Everest (8850 metros), uma pessoa aclimatada só ficaria dois ou três dias, antes que a falta de oxigênio a levasse à morte.