O termo “boda” vem do latim “vota”, que significa “promessa”. Faz referência aos votos matrimoniais.

A tradição de dar “nomes” às bodas começou no século XVIII na Alemanha. Casais que completavam 50 anos de união recebiam uma coroa de ouro dos amigos e, numa grande festa com jantar e dança, renovavam seus votos matrimoniais. Um correspondente do jornal “The Belfast Newsletters” testemunhou uma cerimônia de bodas de ouro e escreveu sobre ela na edição de 27 de outubro de 1852. A reportagem dizia que, embora menos comum, havia também a celebração das bodas de prata aos 25 anos de casamento. Logo outros países começaram a celebrar alguns aniversários de casamento. À medida que as tradições das bodas de prata e ouro se espalhavam, os cônjuges – e os comerciantes – procuravam formas de acrescentar outras datas

Em 1825, o inglês “Morning Chronicle” foi um dos primeiros veículos a publicar uma pequena lista com os nomes criados na época: algodão (1 ano), papel (2), madeira (5), lã (7), estanho (10), seda e linho fino (12), cristal (15), porcelana (20), pérola (30) e rubi (40). De cara, os compiladores de tabelas de aniversários de casamento não entraram em acordo sobre as bodas de diamante. Em boa parte do século XIX, o diamante começou a valer tanto para 60 anos (como meus pais completam hoje) quanto para 75 anos (como irão completar em 2038). Ao festejar sessenta anos de reinado, em 1897, a Rainha Vitória, da Inglaterra, mandou anunciar o seu Jubileu de Diamante, dando meio que o seu recado sobre a polêmica.

Qual era o critério usado para a escolha dos símbolos comemorativos? A escala deveria refletir o desenvolvimento e as fases de um casamento. Mandava a etiqueta que presentes daquele material deveriam ser dados ao celebrantes. Em meados do século XIX, a lista foi ampliada para incluir o coral (35), associado a poderes mágicos e protetores, e a safira (45), cuja coloração azul significava amor profundo. Vieram também a platina (70) e o carvalho (80).

Em 1910, a Biblioteca de Referência Doméstica Padrão publicou uma lista mais completa de “nomes sugeridos comumente dados a esses aniversários de casamento”. A partir do século XX, de fato, a celebração de bodas de casamento ganhou um apelo mais comercial. A  Associação Americana de Joalheiros de Varejo [American Retail Jewellers Association] discutiu, em 1922, uma nova lista, incluindo principalmente pedras, metais e joias nos espaços disponíveis. A organização trabalhou arduamente para uniformizar a lista que deveria ser usada por todos os joalheiros dos Estados Unidos. Depois entraram alimentos e outros materiais para fechar a conta até o número 100. São as listas que usamos atualmente, com uma ou outra diferença regional.

Mais recentemente, uma nova relação foi incluída para os 11 primeiros meses de casamento. Ela chega a ser cômica: beijinho (1 mês), sorvete (2), algodão-doce (3), pipoca (4), chocolate (5), plumas (6), purpurina (7), pom-pom (8), maternidade (9), pintinho (10) e chiclete (11).