A Páscoa judaica, ou Pessach, é comemorada no 14º dia de Nissan (mês do calendário lunar, que é o seguido pelos judeus). Diferente da Páscoa cristã, a festa relembra a libertação dos hebreus de um longo período de escravidão no Egito.

A palavra Pessach, aliás, deriva do hebraico “passach”, que quer dizer “passagem”. Trata-se de uma referência a uma das 10 pragas lançadas sobre os egípcios por Deus com o objetivo de amolecer o coração do faraó e conseguir a liberação do povo. Nela, o Todo-Poderoso tirou a vida de todos os primogênitos que não tivessem suas casas manchadas com o sangue de um cordeiro. Diz a Bíblia que Ele apenas passou sobre as residências marcadas.

Uma série de rituais marcam a festa, celebrada durante 8 dias. Entre eles figura o Seder, um banquete no qual é recontada toda a história da fuga do Egito. Esta refeição inclui uma série de alimentos com função simbólica. Confira a seguir:

Matzá
Espécie de bolacha feita de farinha de trigo e água. Simboliza a pressa com que os antepassados judeus tiveram que deixar o Egito. Como não tiveram tempo de deixar fermentar o pão, ele assou ao Sol e tomou este formato. Consiste no elemento mais importante do Pessach.

Zeroá
Pedaço de osso de cordeiro ou galinha grelhado. Faz referência ao animal que foi sacrificado em honra de Deus.

Maror

Raiz forte, remete ao sofrimento dos judeus enquanto eram escravos no Egito.

Charousset

Pasta feita com nozes, canela, cravo, passas, maçã e vinho tinto kasher (preparado segundo as normas judaicas). Representa a argamassa usada pelos judeus para construir as pirâmides egípcias.

Beitzá

O ovo cozido simboliza a vida.

Karpass
Salsão ou um tipo de verdura mergulhada em água salgada. É uma referência ao “sabor amargo” e ao suor do povo na fuga do Egito.