VA-VAI

  • As primeiras notícias do Carnaval de São Paulo datam de 1857. O Grupo Carnavalesco Os Zuavos, formado por membros do Clube de Família e da Sociedade Emancipadora Piratininga, saiu às ruas do bairro da Liberdade para pedir o fim da escravatura. O primeiro samba paulistano foi “Isto é bom”, de Xisto Bahia (1841-1894), gravado pela primeira vez em 1902. Foi com essa canção, na voz de Baiano (Manuel Pedro dos Santos), que a Casa Edison se tornou pioneira na gravação de discos de gramofone no Brasil.
  • Em 1914, um bloco carnavalesco chamado Grupo Barra Funda desfilava de camisas verdes. Logo, os integrantes passaram a ser conhecidos como “o bloco dos rapazes de camisa verde”. Para não serem confundidos com os Integralistas, grupo fascista liderado por Plínio Salgado, eles mudaram o nome do bloco para Camisa Verde e Branco. Desapareceram por um bom tempo, até voltarem em 1953. O cordão se transformou em escola de samba em 1971.
  • Havia um time de futebol no bairro do Bexiga no final da década de 1920 chamado Cai-Cai. Ele mantinha um grupo de choro, que costumava animar as festas promovidas pelos atletas. Dois rapazes que também moravam na região, Livinha e Benedito Sardinha, costumavam freqüentar às comemorações sem serem convidados e logo começaram a ser chamados de “turma do vai-vai”. Tempos depois, quando a dupla de penetras resolveu fundar seu próprio conjunto, achou interessante manter o nome. O Vai-Vai cresceu, virou bloco carnavalesco e acabou dando origem à escola de samba.
  • Alberto Alves da Silva é o nome de “Seo Nenê da Vila Matilde”, o mitológico fundador da escola de samba que leva seu apelido, uma das mais antigas, premiadas e tradicionais de São Paulo.
  • Em 1969, moradores do bairro do Ipiranga queriam chamar a atenção das autoridades para o problema das enchentes. Criaram a Imperador do Ipiranga, com carros alegóricos que imitavam barcos.
  • Os carnavalescos da escola Gaviões da Fiel são proibidas de usar verde nas fantasias e alegorias. A cor está associada ao Palmeiras, time arquiinimigo do Corinthians. A Gaviões carrega o nome da principal torcida do time paulista.
  • Em 2003, um confronto entre os blocos Independente e Pavilhão 9 acabou em morte. Os membros do Pavilhão conversavam na concentração quando alguns independentes os avistaram e começaram a bater e atirar no grupo. Três pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.