PAPEL INVENÇÃO

Finished Products Paper At Paper Mill.Finished Products Paper At Paper Mill.

1. Na Era Cristã, os egípcios inventaram o papiro, que era feito com fatias finíssimas de uma planta com o mesmo nome retirada das margens do rio Nilo.

2. O Egito proibiu a exportação do papiro para Grécia e Roma no século II, dada a enorme procura pelo produto. Eles temiam sua escassez. Na cidade de Pérgamo, na Antiga Grécia (atual Turquia) foi desenvolvido o pergaminho, feito com a parte interna da pele do carneiro. Grosso e resistente, ele era ideal para os pontiagudos instrumentos de escrita dos ocidentais, que cavavam sulcos na superfície do suporte, depois pacientemente preenchidos com tinta.

3. No ano 105, o oficial da corte T’sai Lun anunciou ao imperador da China a invenção do papel. Tratava-se de um material preparado sobre uma tela de pano esticada por uma armação de bambu. Nessa superfície, vertia-se uma mistura aquosa de fibras maceradas de redes de pescar e cascas de árvore. O pergaminho não era liso e macio o suficiente para resolver o problema dos chineses, que praticavam a caligrafia com o delicado pincel de pelo, inventado por eles ainda no ano 250 a.C.. Só lhes restava, assim, a solução nem um pouco econômica de escrever em tecidos como a seda. E tecido, naqueles tempos antigos, podia sair tão caro quanto uma pedra preciosa.

4. Durante quase mil anos, o papel era considerado bastante valioso. Dois artesãos da China foram aprisionados pelos árabes na antiga cidade de Samarkanda no ano 751, aos pés das montanhas do Turquestão. A liberdade só foi obtida quando eles ensinaram a fabricar papel.

5. No século 10, foram construídos moinhos papeleiros em Córdoba, na Espanha.

6. Depois da invasão árabe no sul da Europa, no século 12, o uso do papel se difundiu pela Espanha, França e Itália.

7. Em 1268, os italianos começaram a fabricar papel à base de fibras de algodão, linho e cola – substância que, ao envolver as fibras, as tornava mais resistentes às penas metálicas com que escreviam os europeus.

8. O advento da imprensa, em 1455, fez o consumo de papel aumentar terrivelmente. Os ingleses chegaram a determinar que as pessoas só podiam ser enterradas com trajes de lã, a fim de poupar os trapos de algodão, deixados compulsoriamente de herança para os papeleiros. Até hoje, o papel-moeda não dispensa esse nobre ingrediente, que, por ter fibras bem longas, faz um produto difícil de ser rasgado.

9. Em 1719, o entomologista René de Réaumur sugeriu trocar o algodão pela madeira na fabricação do papel. Ele observou que vespas construíam ninhos com uma pasta feita a partir da mastigação de minúsculos pedaços de tronco.

10. O francês Nicolas Louis Robert criou a primeira máquina industrial de papel em 1798. Em 1843, o alemão Friedrich Keller desenvolveu a técnica de produção de papel com madeira. O americano Benjamin Tilghman conseguiu purificar a fibra em 1857, deixando o papel parecido com o que é fabricado atualmente.