Registros históricos mostram que a humanidade conhece o petróleo há muito tempo. Os povos antigos da Mesopotâmia e da Pérsia o utilizavam para pavimentar estradas, calafetar construções e aquecer e iluminar casas. Os egípcios embalsamavam seus mortos e amalgamavam os blocos das pirâmides com o produto. Na Grécia, segundo relatos do historiador Heródoto, o óleo escuro servia, entre outras coisas, de laxativo. Já os incas e astecas, na América, empregavam o produto na pavimentação de estradas. Tudo isto foi possível porque, quando não se depara com rochas impermeáveis que o seguram, o petróleo aflora na superfície da Terra.

Sua extração do subsolo só começou a ser feita na Alsácia, uma região da França, em 1742. Os métodos empregados eram bastante primitivos: abriam-se buracos na terra com pás e enxadas. Foi o maquinista aposentado Edwin Drake quem desenvolveu um sistema mais eficaz de perfuração de poços. Com um equipamento semelhante a um bate-estaca, ele conseguiu abrir um poço na Pensilvânia, no Estados Unidos, que passou a lhe render 19 barris por dia. O alto preço dos combustíveis da época (carvão e óleo de rícino e baleia) provocou sua rápida substituição pelo composto mineral. Outra grande impulso veio com a invenção do motor à gasolina, que tornou ultrapassado os veículos movidos a tração animal e a vapor.