Almofadinha    – A expressão consta no dicionário como “homem que se veste com apuro exagerado”, “abonecado” e “empetecado”, e apareceu em 1919. Os rapazes mais sofisticados de Petrópolis, no Rio de Janeiro, fizeram um concurso beneficente de pintura e bordado de almofadas entre eles mesmos e acabaram conhecidos como “almofadinhas”.

Cretino – Em sua obra, Adriano da Gama Cury, um dos maiores gramáticos do Brasil, explica que “cretino” vem de crétin, palavra de um dialeto franco-provençal da região dos Alpes Suíços que quer dizer “cristão”. Mas não se trata de nenhuma heresia. Durante a Idade Média, a dieta dos habitantes do local era muito fraca em iodo, o que levou ao aumento dos casos de retardo físico e mental, e também do bócio ? conhecido popularmente como “papada”. Ao verem seus vizinhos nessa situação, as pessoas ficavam cheias de pena e diziam “pobre cristãos”, ou crétin. Infelizmente, em vez de confortar os coitados, a palavra adquiriu a conotação contrária e começou a ser usada de maneira pejorativa.

Gaveteiro – Em Minas Gerais, a expressão tinha cunho pejorativo. Ela se referia a pessoas avarentas, que tinham o hábito de esconder a comida em gavetas quando chegava uma visita inesperada na hora das refeições.

Mictório – Foi a princesa Isabel quem encomendou a palavra aos mestres linguistas da Corte Imperial. Segundo o Dicionário Houaiss, a nobre precisava inaugurar um novo mijadouro público, mas achava esse nome muito vulgar. Assim, os estudiosos elaboraram uma nova palavra, juntando o termo mictum (proveniente do latim mingère, mijar)  ao sufixo “ório”, a exemplo de “lavatório”.

Veneno – A raiz indo-européia wen significa desejo. É dela que vem a expressão latina venus, que quer dizer desejo sexual e batiza a deusa grega dos amores e da beleza. Venenum, em português veneno, deriva de venus. Literalmente, significa “elixir de Vênus”. A palavra batizava um afrodisíaco que usado em excesso tinha efeitos fatais.