Estamos vivendo há um ano dentro de uma pandemia. Nesse período, os brasileiros têm exaltado o trabalho dos profissionais da Saúde – alguns com nome e sobrenome, outros totalmente anônimos. Esta semana, Magalhães Júnior presta uma homenagem a esses heroicos profissionais, apresentando séries que tiveram a Medicina como tema ou médicos que trabalharam na TV.

O psiquiatra Júlio Gouveia, por exemplo, adaptou pela primeira vez “O sítio do pica-pau amarelo”, em 1953, pela TV Tupi, junto com sua mulher, Tatiana Belinky. Zezé Polessa, Cininha de Paula, Max Nunes e Doc Comparato, todos formados em Medicina, também tiveram papel de destaque na televisão brasileira.

O primeiro personagem médico apareceu em “O Jovem Dr. Eduardo”, na TV Tupi do Rio, em 1959. Quem fez o papel-título foi o galã Cyll Farney. Em 1965, na novela “O preço de uma vida”, Sérgio Cardoso interpretou o Dr. Valcourt, que tinha um divertido bordão: “Eu sou um médico, não sou um charlatão”. Houve uma novela chamada “Hospital”, exibida pela Tupi em 1971. Stênio Garcia era o Dr. Maurício.

A TV americana teve séries que foram muito comentadas por aqui, como “Dr. Kildare” (com Richard Chamberlain), “As Enfermeiras”, “Ponto Crítico” (a primeira a ter a psicanálise como tema, com Paul Richards), “Dr. Ben Casey” e “Emergência”. No campo de humor, a série M*A*S*H* (Mobile Army Surgical Hsopital), que mostrava o cotidiano de médicos e enfermeiros de uma unidade móvel do exército americano na Guerra da Coreia.

Em 1981, a Rede Globo lançou a série “Obrigado, Doutor”, com Francisco Cuoco no papel do ginecologista Rodrigo Junqueira, que resolve trabalhar numa cidade sem recursos chamada Andorinhas.

Com mulheres protagonistas, Magalhães Júnior destaca as séries “Júlia” e “Dra. Quinn”. No Brasil, a Globo exibiu em 1998 e 1999 a série “Mulher”, com Eva Wilma (Dra. Marta) e Patrícia Pillar (Dra. Cristina). Apesar de estarem em gerações diferentes, as duas têm em comum o amor pela ciência e o compromisso em salvar vidas.