O seriado “National Kid” estreou no Brasil em 5 de março de 1964, pela TV Record São Paulo. Foi o primeiro herói japonês a fazer sucesso na TV brasileira. No Rio de Janeiro, ele entrou no ar pela extinta TV Rio, em 8 de maio de 1964, com patrocínio dos Brinquedos Estrela. Em Porto Alegre, dia 3 de agosto de 1965, a TV Piratini (atual SBT Rio Grande do Sul), anunciava na revista “Cinelândia” a estreia do “garoto-propaganda da National”.

NATIONAL KID

National Kid foi lançado em 1960, no Japão, para divulgar e aumentar as vendas dos produtos da empresa National, atual Panasonic. Logo na abertura, o herói voa bem em frente à torre de publicidade do prédio da Matsushita Electric, dona da marca National. O seriado foi um dos pioneiros do merchandising na TV. Entre outros produtos, havia um comunicador usado pelos crianças, um tataravô dos celulares, que era simplesmente um radinho de pilha. A arma de raios Eroluya nada mais era que uma lanterna, muito útil para as noites escuras. Pela primeira vez, a garotada brincava com geringonças de uma série que se via na TV.

Apesar da popularidade em terras brasileiras, o herói que veio da galáxia Andrômeda para proteger a Terra contra perigosos ataques alienígenas, teve um sucesso bem mediano no Japão. Foram 39 episódios divididos em 4 arcos de história: Os Incas Venusianos (com 13 episódios), Os Seres Abissais (nove), O Império Subterrâneo (oito), e O Mistério do Garoto Espacial (nove). O especialista Sílvio Alexandre apresentou a história de “National Kid” no “Olá, Curiosos!”:

Durante o regime militar, o governo federal proibiu a exibição de programas de super-heróis voadores na televisão. O decreto-lei de 1970 instituiu a censura a tudo que pudesse atentar contra a moral e os bons costumes. Quem poderia imaginar que heróis voando atentavam contra bons costumes?!? Em 1993, a Sato Company relançou em VHS parte de National Kid com nova dublagem. Hoje a série completa pode ser vista em streaming.