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De 1991 a 2004

24 de abril de 2019

 

1991
Yasser Arafat foi criticado pelos países árabes depois de demonstrar simpatia por Saddam Hussein, que havia invadido o Kuwait e disparado mísseis contra Israel. Depois da Guerra do Golfo, foi realizada na Espanha a Conferência de Paz para o Oriente Médio, organizada pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Líderes palestinos participaram junto com a delegação da Jordânia.

1993
Autoridades israelenses e da OLP assinaram, em 13 de setembro, na Casa Branca, um acordo para implantar a autonomia limitada aos palestinos na Faixa de Gaza e em Jericó. Se desse certo, o sistema funcionaria em toda a Cisjordânia. O plano só foi possível depois de negociações secretas em Oslo, na Noruega. Houve, porém, resistência de muitos colonos judeus. Eles moravam em assentamentos criados nos territórios ocupados e teriam que deixar a região.

1994
Um integrante do movimento ultra-direitista israelense Kach invadiu a tumba dos patriarcas em Hebron e matou dezenas de palestinos. Ele foi morto e a OLP exigiu o desarmamento dos colonos judeus. Em março, o primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, da OLP, assinaram, no Cairo, um tratado de autonomia para a Faixa de Gaza e Jericó. Depois de 27 anos de ocupação, o exército israelense deixava Gaza.

1995
Em novembro, um extremista judeu contrário ao processo de paz assassinou o primeiro-ministro Yistzhak Rabin.

1996
Shimon Peres, que havia assumido o governo depois da morte de Rabin, perdeu as eleições para Benyamin Netanyahu, do partido direitista Likud. O processo de paz pareceu ameaçado, mas Bibi, como ficou conhecido o primeiro-ministro, encontrou-se com Arafat para discutir a retirada das tropas israelenses de Hebron.

1997
O general Ehud Barak substituiu Shimon Peres no comando do Partido Trabalhista e passou a fazer oposição ao Likud.

1998
Bibi e Arafat assinaram o acordo de Wye Plantation. O palestino se comprometeu a aceitar a supervisão dos Estados Unidos contra o terrorismo em troca da promessa israelense de devolver territórios.

1999
O trabalhista Ehud Barak foi eleito primeiro-ministro israelense prometendo dar continuidade ao processo de paz.

2000
Em Camp David, nos Estados Unidos, Yasser Arafat rejeitou uma proposta de Barak considerada vantajosa para os palestinos. A base do acordo era a existência de dois Estados, um judeu e outro palestino. A Palestina teria, de alguma forma, autonomia sobre Jerusalém Oriental. Em setembro, o líder do Likud Ariel Sharon provocou a ira dos palestinos e a retomada da Intifada. Ele visitou a Esplanada das Mesquitas (Haram al Sharif), o principal local sagrado muçulmano em Jerusalém, acompanhado de uma escolta armada.

2001
Sharon derrotou Barak nas urnas e tornou-se primeiro-ministro de Israel. O direitista Likud formou uma coalizão com os trabalhistas. Os bloqueios israelenses nos territórios palestinos continuaram.

2003
Pressionado internacionalmente, Arafat decide nomear Mahmoud Abbas para ser primeiro-ministro, mas o política renuncia pouco depois por causa da recusa do presidente em lhe transferir parte do controle sobre as forças de segurança.

2004
Uma grande instabilidade política, decorrente de denúncias de corrupção, assola o Oriente Médio. Arafat é internado com problemas no estômago. Os médicos afirmam que ele sofre de uma anomalia sangüínea não identificada. Um de seus assessores declara à imprensa que o líder palestino está ?muito, muito doente?.

 

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