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Sequestro do ônibus 174

24 de abril de 2019

 

  • Sandro Barbosa do Nascimento, 21 anos, sequestrou um ônibus da linha 174 (Central – Gávea) no Rio de Janeiro, no dia 12 de junho 2000, uma segunda-feira. O caso ficou conhecido como ” Sequestro do ônibus 174″.
  • O sequestro durou cerca de cinco horas. Sandro entrou no ônibus usando bermuda e camiseta com um revólver calibre 38. Um passageiro conseguiu sinalizar para um carro da polícia 20 minutos depois, e o ônibus foi interceptado.
  • O cobrador, o motorista e alguns passageiros conseguiram escapar. O passageiro Willians de Moura ficou entre os que não conseguiram sair, mas foi liberado pelo sequestrador porque era estudante.
  • Dez passageiras, todas mulheres, permaneceram no ônibus como reféns.
  • Sandro pediu a um policial militar que lhe desse um boné da corporação. Foi atendido, e circulou pelo ônibus ostentando o acessório com a aba virada para trás.
  • Uma das imagens marcantes do sequestro é o momento em que a refém Janaína Lopes Neves foi forçada a escrever na janela com batom vermelho as frases “ele vai matar geral às seis horas” e “ele tem pacto com o diabo”. Ela não se lembra como conseguiu, sob tensão, raciocinar que deveria escrever ao contrário, já que estava do lado de trás de um vidro.
  • Sandro saiu do ônibus usando a professora Geísa Firmo Gonçalves, de 20 anos, como escudo. Um policial do Batalhão de Operações Especiais tentou atirar no sequestrador, mas errou e atingiu a professora de raspão. Geísa levou outros três tiros nas costas, disparados por Sandro, e morreu.
  • Sandro também morreu. Foi asfixiado na viatura policial. Os policiais foram levados a julgamento por assassinatos, mas acabaram inocentados.
  • A única a participar do enterro de Sandro a mãe dele, Elza da Silva. Já o enterro de Geísa, no cemitério do Bom Jardim, em Fortaleza, foi acompanhado por cerca de 3.000 pessoas.
  • Em novembro de 2001, a linha 174 mudou de número para 158.
  • A história deu origem a dois filmes. Em 2002, foi lançado o documentário “Ônibus 174”, do diretor José Padilha. Em 2008, foi a vez de “Última Parada 174”, de Bruno Barreto.

 

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