R$ 100

Ontem o Banco Central divulgou a imagem das novas cédulas de Real. As primeiras a circular serão as de 50 e 100 reais, já a partir de julho deste ano. A substituição completa das notas só se dará em 2014. Logo que as fotos começaram a circular pela internet, um monte de gente no Twitter ficou se perguntando: “Cadê a nota de 1 real?”.

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As notas de 1 real deixaram de circular em 2005. Na época, o Banco Central aumentou a circulação das moedas de 1 real, para que suprissem a falta das cédulas. Eram 174,2 milhões de reais em notas contra 1 bilhão de reais em moedinhas. Havia, porém, um grande revés: o preço de produção das moedas. Feitas de alpaca e aço revestido de bronze, cada uma custava 24 centavos para ser produzida. As notas de 1 real, por sua vez, saíam por metade desse valor. Apesar disso, o BC argumentou que as moedinhas duravam cerca de 30 anos, enquanto as notas de papel aguentavam apenas 11 anos no mercado. A instituição também argumentou que as moedas são mais higiênicas que as notas, principalmente as de 1 real, que trocavam muito de dono.

MOEDA R$ 1

 

Quer ver outro dinheiro que sumiu? A moedinha de 1 centavo. Cada uma custava 9 centavos de real para ser produzida pela Casa da Moeda. E, no final das contas, o brasileiro não dava muita importância para as pequeninas, que acabavam renegadas no fundo de alguma gaveta. Em 2004, o Banco Central decidiu parar de produzi-la, embora ela continue circulando.

MOEDA DE 1 CENTAVO

Mais um caso de sumiço monetário? Em 2000, a Casa da Moeda começou a importar 250 milhões de notas de plástico de 10 reais, diretamente da Austrália. Com a efígie de Pedro Álvares Cabral, a cédula foi lançada oficialmente em 22 de abril de 2000, data que marcou os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Ainda em 2000, no mês de novembro, o design da nota teve pequenas modificações. Seis anos após o lançamento das cédulas, em outubro de 2006, o Banco Central começou a tirar de circulação as notas de plástico. A justificativa é que elas não caíram no gosto popular (será?) e que os bancos (quem, de fato, manda no país) tinham dificuldade em adequar seus equipamento à contagem de notas de plástico.