Imagine que, no século II, ninguém fazia ideia de como era um coração. O médico e anatomista grego Galeno de Pérgamo foi o primeiro a descrevê-lo como sendo igual a uma… pinha. Ao longo da história, o coração foi apresentado de diversas formas (até de berinjela!!!), e já representou a imortalidade, a coragem e a vitalidade, além do amor. Até o século 14 o órgão era frequentemente desenhado de cabeça para baixo.

Quem inventou esse desenho então?

Quem respondeu a questão foi Marilyn Yalom, pesquisadora da Universidade de Stanford e autora do livro “O coração amoroso: uma história não convencional de amor”. As primeiras ilustrações de um coração surgiram por volta do ano 1250, num livro francês chamado “O Romance da Pera”. Como o nome sugere, o coração aparecia no formato de uma pera, com a extremidade estreita virada para cima e a parte arredondada apoiada na mão de uma pessoa.

Em 1340, em “O Romance de Alexander”, uma mulher levanta um coração estilizado, muito parecido aos atuais, entregue por um homem. Mesmo quando os primeiros médicos conseguiram ver a forma real do órgão, os artistas não quiseram saber de alterar a figura que já estava consagrada.