Muitas vezes a Coca-Cola muda a cor de suas tampinhas quando faz uma promoção. Mas, nesse caso, o amarelo significa que o refrigerante é kasher. No período da Páscoa, por sinal, há um aumento da demanda pelo produto.
Kasher significa “apto, adequado ou correto” em hebraico e descreve alimentos que obedecem às leis do judaísmo. Nos Estados Unidos, as garrafas de Coca-Cola com tampa amarela têm o carimbo “O-U-P”, o símbolo de certificação da União Ortodoxa.

 

COCA-COLA

Durante a Pessach, a Páscoa judaica, o povo judeu deve evitar alimentos e bebidas fermentados, derivados de trigo, cevada, aveia ou centeio. Há também judeus que evitam consumir alguns grãos, incluindo o milho – e é aí que entra o problema com a Coca-Cola. A fórmula do refrigerante tradicional contém xarope de milho, com alto teor de frutose,

A versão especial kasher, supervisionada por um rabino, é feita com outro tipo de adoçante, a sacarose. Para diferenciar esses produtos dos demais, a Coca-Cola americana utiliza a cor amarela nas tampinhas para sinalizar que o adoçante do produto é feito a partir da cana-de-açúcar.

Na década de 1930, o rabino ortodoxo Tobias Geffen, residente em Atlanta, Estados Unidos, sede mundial da Coca-Cola, lutou para que o produto pudesse ser produzido seguindo as tradições judaicas. “Como seria um problema conduzir a grande maioria dos judeus a não tomar a bebida, eu tentei fervorosamente encontrar um método que permitisse seu consumo”, explicou Geffen na ocasião.

LATA E GARRAFA DE COCA-COLA\

Até mesmo alguns consumidores não judeus acabaram optando pelas garrafas com tampinha amarela porque preferem o gosto da bebida adoçada com açúcar de cana ou beterraba.