TUBAÍNASaudade de tomar tubaína? O refrigerante – docinho, com pouco gás e de fabricação regional – é o personagem principal do blog Confraria das Tubaínas, mantido pelo jornalista Guilherme Busch. Desde 2008, a Confraria dedica-se a descobrir, relembrar e degustar tubaínas do país todo. A última que eu experimentei foi essa aqui: Tubaína Funada, fabricada em Presidente Prudente (SP).

O termo nasceu na cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, na década de 1930. A cidade era sede de uma empresa chamada Ferráspari,  produtora de um refresco gaseificado batizado de “Turbaína”. Com o tempo, a palavra “tubaína” passou a ser utilizada para denominar dezenas de marcas de refrigerantes populares.

Se você também ficou lembrando do gostinho da sua tubaína preferida e quer matar a saudade – e a sede – é só aparecer no “Bar Tubaína”, novo endereço aberto na rua Haddock Lobo, nos Jardins, em São Paulo. O estabelecimento é especializado justamente no refrigerante genérico.

Criado pela jornalista peruana Verónica Goyzueta, o bar possui no cardápio 13 marcas de tubaína, além de drinques especiais, criados a partir do refrigerante. Um deles é o “Mojaína”, com rum, hortelã, suco e tubaína de limão. O clima de interior é reforçado pela pamonha frita, pelos sanduíches de mortadela e pela porção cortesia de Mandiopã.

O Bar Tubaína oferece principalmente bebidas fabricadas no interior de São Paulo. No entanto, praticamente todo Estado brasileiro possui sua própria “tubaína”. Eu andei ganhando algumas recentemente.

O Guaraná Coroa é produzido no Espírito Santo. A empresa existe desde 1933 – o guaraná desde 1951 – e exporta seus produtos para o Estados Unidos, o Canadá e a Suécia. A Coroa também é dona da marca Iate, que produz o refrigerante de cola “Leme”:

Minas Gerais parece ter uma predileção pelo refrigerante de abacaxi. O da marca Jotaefe é produzido na cidade de Ouro Fino. Foi um presente do jornalista José Eduardo de Camargo, junto com outro da marca Treim. Já o refrigerante de uva “Uaí” não é mineiro. Ele é produzido também no Espírito Santo.

O prêmio de criatividade na hora de batizar a tubaína ficou com o refrescante “Vedete”. Ao lado está o Refridanny sabor tutti-frutti (o rótulo diz que a bebida é uma mistura de maçã, limão e guaraná). As duas garrafas foram compradas no interior de São Paulo. Saindo do eixo sul-sudeste, ganhei também um Guaraná Magistral, diretamente do Amazonas:

Qual é a melhor recordação que você tem de uma boa garrafa de Tubaína?