Os quatro irmãos japoneses Fukada, todos bastante jovens, chegaram ao Brasil em 1956, junto com os pais: Yoichi (24 anos), Kimiko (16), Takeji (13) e Takaharu (8). Eles vinham de Yamaguchi. Algum tempo depois, Kimiko casou-se com o também imigrante Yoshio Oda.

Yoichi, Takeji, Takaharu e Yoshio abriram a Comércio de Doces Lucky, na Vila Carrão, em São Paulo, no ano de 1962. O nome Lucky veio da palavra “sorte” em inglês, como um desejo de que ela acompanhasse a família nessa nova jornada.

Começaram testando doces japoneses, que não caíram no gosto dos brasileiros. Era um cenário totalmente novo, com outro idioma, outra cultura e um mercado ainda desconhecido. Com o passar do tempo, os irmãos e o cunhado resolveram diversificar e passaram a produzir doces populares e, depois, os salgadinhos que dariam identidade à marca.

Quando a empresa rebatizou os produtos de Lucky para Torcida e Fofura, no final dos anos 1990, as vendas cresceram a ponto de incomodar a Pepsico, dona da Elma Chips, líder de mercado. A Lucky lançou inovações que a Elma Chips não tinha em seu portfólio, como o Churritos (salgadinho de churros). Seu principal trunfo, no entanto, era o preço mais baixo. O que a Pepsico fez então em 2007? Comprou a Lucky – suas marcas e as duas fábricas -, que contava na ocasião com 700 colaboradores.

O slogan “O salgadinho da Torcida Brasileira” foi criado em 1997, véspera da Copa do Mundo da França, por dois estagiários da agência de publicidade que atendia a marca – Stefan Menon e Helena Merquior, que viriam a se casar depois.