“Você é curioso? Quer saber o que é Dan-Top?” Começava assim a campanha de lançamento da marca que, embora não exista mais, virou sinônimo desse doce de marshmallow com casquinha de chocolate. O anúncio complementava: “Não é propriamente um doce e nem chocolate, mas sim um produto que reúne as melhores qualidades de ambos”

O Dan-Top foi lançado na Rua Barra Funda, em São Paulo, no ano de 1948, pela Fábrica de Chocolates, Doces e Açucarados Irmãos Boilesen, de Henning Albert Boilesen e Niels Bojlesen (sim, com “j”). A receita veio da Dinamarca, terra natal dos donos da fábrica. Foi lá que o doce teria sido inventado no final do século 19 com o nome de flodeboller (os escoceses também reivindicam essa criação). Não há registros oficiais sobre a origem do nome do produto. O mais provável é que “Dan” tenha vindo de “danish” (dinamarquês, em inglês). O “Top” seria uma referência à cobertura de chocolate ou à alta qualidade do produto.

Em 1954, a fabricante de doces Fiorentina, da família Brodella, comprou o nome Dan-Top e os maquinários da Irmãos Boilesen. Em 2007, nova mudança de dono. O Grupo CRM ficou com a marca, mas a tirou do mercado em 2012. A CRM – iniciais de Celso Ricardo de Moraes – tinha comprado a Kopenhagen em 1996. A CRM foi vendida para a Nestlé em 2023.

O primeiro anúncio, de 1948, dizia que o Dan-Top “não podia ser imitado”. Não era bem verdade. Em 1950, a Kopenhagen lançou uma versão um pouco mais requintada do Dan-Top,  criada por um funcionário austríaco, de nome Höffer, especialista em doces de marzipan. O primeiro nome foi Pão de Açúcar. Em 1952, Sinhá Moça e, finalmente em 1954, Nhá Benta. 

Uma versão mais popular do doce recebeu o apelido de “teta de nega” no Brasil.