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Pão foi inventado na Pérsia há 12 mil anos

24 de abril de 2019

Os primeiros pães surgiram há cerca de 12 mil anos na Pérsia. Eles eram uma mistura de vários tipos de grãos moídos e água, cozida sobre pedras quentes. Era seco e duro, mas muito nutritivo. Nas mãos dos egípcios, no novo Império (1567 a 1085 a.C.), a panificação recebeu seu grande impulso. Havia mais de 40 variedades de pães. Eles criaram o processo de fermentação, que deixou o pão mais macio e saboroso. Os egípcios perceberam que a massa, umedecida, depois de um certo tempo, liberava alguns gases, tornando o pão mais poroso. Aos poucos, o pão chegou ao Império Romano. Começaram a aparecer escolas de padeiro, profissão surgida por volta do ano 50.

A origem de pães famosos

Bagel
De origem judaica, esse pão que passa por cozimento antes de ser assado faz muito sucesso nos Estados Unidos e chegou há pouco tempo ao Brasil. Foi inventado em 1683, em Viena, por um padeiro judeu, em agradecimento ao rei da Polônia, Jacek Sobieski III. Foi uma homenagem à vitória sobre os invasores turcos de Kara-Mustapha, que cercavam Viena. O padeiro criou um pão na forma de estribo ou anel (bugel, em alemão), pois o soberano adorava cavalgar. O bagel logo ganhou popularidade na Polônia. Inicialmente era oferecido às mulheres que davam à luz. Depois, aos seus bebês, quando entravam na fase de dentição. A popularidade do bagel chegou à Rússia, com o nome de bubliki. A moda aportou nos Estados Unidos na virada do século XX, juntamente com os imigrantes judeus da Europa Oriental.

Croissant
É um pão cercado de mitos. O croissant seria descendente do kifli. Pães e doces em forma de lua crescente já eram servidos nos tempos antigos como oferendas à deusa da Lua, Selene. Uma lista de alimentos consumidos em um convento do século X inclui “panis lunatis”, um pequeno pão em forma de meia-lua, comido durante os períodos de jejuns.

Mas há duas lendas sobre sua invenção, ambas relacionadas com a invasão turca na Europa, na região da atual Áustria e Hungria.

Em 1869, os turcos otomanos se preparavam para invadir Viena, na Áustria. A cidade já estava sitiada há muitos dias. Os turcos planejavam atingir o centro da cidade à noite, cavando galerias subterrâneas. Os padeiros vienenses, que começavam seu trabalho durante a madrugada, deram o alarme. O exército local conseguiu evitar a invasão. O imperador da Áustria pediu que os padeiros fizessem um pão que tornasse o feito inesquecível. Assim nasceu o pão, representando a lua crescente do estandarte do Império Otomano.

Outra versão muito parecida, só que na Hungria, afirma que, quando as forças cristãs libertaram Buda da ocupação otomana em 1686, os padeiros da cidade celebraram a vitória no dia seguinte vendendo pãezinhos recém-assados em forma de meia-lua.

O kifli foi levado para Paris quase um século depois por Maria Antonieta, filha da Imperatriz da Áustria e futura mulher de Luís XVI. Em Paris, o kifli foi aperfeiçoado: a adição de fermento à receita original tornou-o mais macio e folhado. Ele então foi rebatizado de “croissant” (crescente).

Leia também:
A origem do Dia do Padeiro
Tabela de caloria de pães
A criação do Pão Pullman

 

 

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