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10 curiosidades sobre o consumo de carnes

24 de abril de 2019

1. As primeiras galinhas chegaram ao Brasil em 1532. Foram trazidas por Martim Afonso de Souza para a Capitania de São Vicente. No início os nativos brasileiros tiveram medo dos animais. Pero Vaz de Caminha observou em suas anotações: “Não lhe queriam pôr a mão”.

2. No século 18, o Marquês de Pombal desaconselhou a alimentação com galinha para pessoas doentes. Alguns anos depois, e com comprovada eficácia na recuperação de doentes, o mesmo Marquês decretou que hospitais reais e militares servissem o alimento para seus pacientes. A receita de canja de galinha foi inventada na Índia, mas foi popularizada pelos portugueses. “Canja” veio do nome original do prato indiano, “kanji”. Era um dos pratos preferidos de Dom Pedro II.

3. As granjas brasileiras produzem 13,6 bilhões de ovos por ano. A cor dos ovos está relacionada com a cor da galinha. Aves brancas colocam ovos brancos e as marrons e pretas colocam ovos beges.

4. A picanha é a peça de carne retirada do músculo da anca do boi. Como esse músculo é pouco exercitado durante a movimentação do animal, ele permanece macio.

5. O churrasco de picanha teve origem na cidade de São Paulo. Uma das lendas sobre a origem do prato envolve o industrial Baby Pignatari, que teria pedido churrasco de alcatra, mas foi convencido pelo cozinheiro a experimentar um novo tipo de corte. O industrial gostou da novidade e perguntou de qual parte do boi vinha a peça. O churrasqueiro, argentino, respondeu: “En la parte donde se pica la aña”. Em espanhol, “picar” significa “ferir com objeto pontiagudo” e “aña” é a haste de madeira com ponta de ferro usada na condução de bois. A expressão teria dado origem ao nome “picanha”.

6. Cada boi produz apenas duas picanhas, que pesam entre 1 e 1,5 quilo. Assim, para a produção de 150 toneladas de picanha (consumo médio semanal na cidade de São Paulo) é necessário o abate de 50 mil animais.

7. Grande parte das peças de picanha consumidas no Brasil vem da Argentina. No país, a peça não é muito apreciada, e é chamada de “tapa de cuadril” (“tampa da anca”, em espanhol). Em países como a Áustria e a Alemanha, a picanha é usada principalmente em cozidos e como carne de panela.

8. Mesmo com um consumo muito pequeno, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne de cavalo do mundo. O país exporta, em um ano, cerca de 15 mil toneladas, o que gera um faturamento médio de 35 milhões de dólares.

9. Os países que mais consomem a carne de cavalo brasileira são França, Bélgica e Itália. Ela é usada principalmente na produção de embutidos, como salames, mortadelas e salsichas. Quem já comeu salame ou mortadela italianos legítimos provavelmente já experimentou carne de cavalo.

10. Os cavalos não são criados especificamente para serem abatidos. Os animais mortos são, normalmente, os cavalos mais velhos de criadores e fazendeiros. Diferentemente do que acontece com os bovinos, a idade não deixa a carne mais dura. Já os cavalos de corrida não são comprados pelos abatedouros por causa da grande quantidade de remédios que tomam ao longo da vida.

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