O espanhol Mariano Lavin Ortiz tinha uma pequena fábrica de brinquedos, em Madri, no começo dos anos 1950. Só que, em 1959, ele resolveu deixar a Espanha por não concordar com o governo do ditador Francisco Franco, conhecido também como “Generalíssimo Franco”. Imigrou para o Brasil com toda a família.

Em maio de 1964, logo depois do golpe militar, Mariano fundou a Ortega, Lavin & Companhia, em sociedade com seu filho mais velho, Andrés Luis, e com um amigo espanhol, Francisco Ortega Blanco. A empresa mudou de nome para Casablanca em 1966. A Casablanca foi responsável pelo lançamento do Forte Apache no Brasil. O brinquedo foi criado em 1953 pela americana Louis Marx and Company, então a maior fábrica de brinquedos do mundo.

No final dos anos 1960, a Casablanca começou a passar por dificuldades financeiras e fechou as portas oficialmente em outubro de 1970, pouco depois de um incêndio na fábrica da Mooca, em São Paulo, no ano anterior. Em outubro de 1969, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, outro filho de Mariano, Mariano Lavin Cebada, e a nora, Ana Exposito Cantero, fundaram a Gulliver Manufatura de Brinquedos, que era praticamente uma continuação da Casablanca, com quase a mesma linha de brinquedos, incluindo o forte apache.

Depois de algum tempo, eles passaram a adotar como fundação a data de registro: 03 de fevereiro de 1970.  O nome escolhido por eles foi tirado do livro “As viagens de Gulliver”, do escritor irlandês Jonathan Swift. Eles associaram os homens pequeninos de Lilliput às crianças brasileiras. Na versão da empresa, “o herói da história saía de seu país indo parar em Lilliput, uma terra habitada por homens pequeninos, na chegada ao Brasil encontraram também uma porção de seres pequeninos: as crianças”.

Mariano pai morreu em 1973, aos 59 anos.