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Personagens criados em campanhas do governo que entraram para a história

30 de setembro de 2013

Acabei de voltar de uma viagem com uma edição especial da revista Time que fala sobre as 100 personalidades mais influentes do mundo que nunca existiram. Enquanto folheava a revista, fui lembrando de alguns personagens brasileiros, criados em campanhas de conscientização promovidas pelo governo. Personagens que também nunca existiram, mas que fazem parte da história brasileira. Vale a pena relembrar deles:

Sujismundo

Foi um personagem criado pelo desenhista de quadrinhos e diretor de animação Ruy Perotti em 1971, a pedido do governo militar brasileiro. Ele fazia parte da campanha publicitária “Povo desenvolvido é povo limpo”. A ideia era conscientizar a população sobre o problema do lixo nas ruas. Os comerciais estrelados por Sujismundo foram ao ar apenas até 1972.

Leão do Imposto de Renda

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Em 1979, a Receita Federal brasileira desejava divulgar uma nova tecnologia que estava sendo usada  para o recolhimento do Imposto de Renda. A DPZ, agência publicitária contratada para fazer os anúncios, achou que a explicação fornecida pelo governo era muito complicada e escolheu a figura do leão.  A escolha do rei dos animais foi simbólica, já que ele é considerado justo e leal. Jamais ataca sem avisar. Com o tempo, porém, o leão  passou a ser lembrado pela voracidade dos governos em cobrar impostos.

Zé Gotinha

Surgiu em 1986, durante a campanha de prevenção à paralisia infantil, promovida pelo Ministério da Saúde. A criação foi do artista plástico Darlan Rosa. O  personagem nasceu sem nome. Passou a ser chamado de “Zé Gotinha”  depois de um concurso feito com crianças entre  3 e 12 anos. O maior inimigo do personagem também tinha nome:  o monstro “Perna de Pau” (que representava o vírus da poliomielite),   E o Zé Gotinha ainda hoje marca presença em postos de vacinação e comerciais de TV. Recentemente, ele apareceu como rapper numa propaganda da campanha de vacinação contra a poliomielite. No comercial, é chamado pelas crianças de “Mano Zé Gotinha”.

Bráulio

Este talvez seja o mais inusitado da lista. Afinal, Bráulio era o nome do órgão sexual de um rapaz em campanha contra a Aids, organizada pelo Ministério da Saúde, em setembro de 1995. Em pouco tempo no ar, o comercial deu o que falar e virou tema de dezenas de piadas. O governo tratou de tirá-lo do ar. Mas a polêmica em torno do assunto não terminou aí: em 2001, um sujeito chamado Bráulio entrou na justiça, dizendo ter sido vítima de danos morais em brincadeiras feitas pelos amigos. O tribunal não se comoveu com a história e negou o pedido de indenização.

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2 Comentários

2 Comentários

  1. Johannes

    Propaganda institucional onde um senhor, não me recordo o nome, personagem principal discutia com outros moradores assuntos relevantes para a sociedade, acho que se chamava vila alguma coisa, foi no governo de José Sarney.

    Responder
  2. Johannes

    Propaganda institucional onde um senhor, não me recordo o nome, personagem principal discutia com outros moradores assuntos relevantes para a sociedade, acho que se chamava vila alguma coisa, foi no governo de José Sarney.

    Responder

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