BILL CLINTON

Como começou o caso Bill Clinton e Monica Lewinsky

Paula Corbin Jones, ex-funcionária da Casa Branca, abriu um processo contra Bill Clinton por assédio sexual. Segundo sua versão, em 8 de maio de 1991, ela trabalhava como recepcionista em uma conferência no Hotel Excelsior, em Little Rock, capital do Estado de Arkansas. No meio da tarde, a jovem, então com 24 anos, teria sido chamada até um dos quartos, onde estava o governador Bill Clinton. Ao entrar, Clinton teria baixado as calças e a cueca à sua frente. Em seguida, teria dito, sem cerimônia, apontando o pênis: “Dá um beijo”. Paula declarou que deixou a suíte em estado de choque.

Em 1994, Paula entrou na Justiça com um pedido de indenização por danos morais. Exigiu 700 mil dólares e um pedido formal de desculpas. Clinton negou toda a história, mas admitiu que poderia ter conhecido Paula, embora não se lembrasse dela. Para reforçar a acusação de que Clinton era mulherengo, os advogados de Paula saíram à procura de mulheres que estivessem dispostas a contar que haviam sido assediadas pelo presidente.

Foi aí que Linda Tripp, ex-funcionária da Casa Branca, entrou na história. Ela contou à revista Nesweek que viu a colega Kathleen Willey sair toda amassada do gabinete do presidente. “Ela estava com a blusa para fora da saia e o rosto todo manchado de batom”, declarou Linda. Kathleen desmentiu a história e o advogado de Clinton chamou Linda de “mentirosa”. Para se vingar, ela fez amizade com uma estagiária chamada Monica Lewinsky, que lhe confidenciou detalhes de um romance com Clinton que durou um ano e meio, entre 1995 e 1996. As duas foram transferidas da Casa Branca para o Pentágono. Linda fez dezesseis horas de gravações.

De posse das fitas, Linda procurou o promotor especial Kenneth Starr. Ele se interessou pelo caso porque já investigava supostas irregularidades num negócio imobiliário chamado Whitewater, envolvendo o casal Bill e Hillary Clinton. Sem encontrar provas contra o casal, Starr resolveu partir para investigar a questão sexual.