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A lista de 27 músicos que morreram aos 27 anos

25 de julho de 2011

A precoce morte da cantora inglesa Amy Winehouse, no último sábado,  aumentou o número  de membros do site “Clube dos 27” (ou 27 Club). O nome foi criado em alusão aos  músicos – a maioria de grupos de rock ou blues – que morreram  justamente aos 27 anos de idade.

Os membros mais mencionados do Clube são Kurt Cobain, vocalista, compositor e guitarrista do Nirvana; a cantora Janis Joplin; o guitarrista Jimi Hendrix; Jim Morrison, vocalista do The Doors; e Brian Jones, guitarrista dos Rolling Stones. Entretanto, existem outros músicos importantes que também morreram aos 27 e nem sempre são lembrados. Além de Amy e dos cinco acima citados, encontrei outros 21:

No início do século 20, o primeiro registro que se tem do Clube dos 27 é o compositor de ragtime Louis Chauvin, que faleceu em 1908 sem deixar gravações. Uma de suas obras é Heliotrope Bouquet, em parceria com Scott Joplin.
Outro notável membro é a lenda do blues Robert Johnson, que teria sido  envenenado em 1938 depois de  flertar com uma mulher casada. Alguns mais supersticiosos garantem que o músico vendeu a alma ao demônio em troca das habilidades no violão.

O pianista Nat Jaffe, que já tinha tocado com Louis Armstrong, teve problemas de pressão alta e faleceu em 1945. Quinze anos depois, morreu o cantor de R&B Jesse Belvin. Em 1964, Rudy Lewis morreu de overdose. Ele era vocalista da banda de soul The Drifters.

Malcolm Hale, guitarrista e trombonista do grupo Spanky and Our Gang, teve uma intoxicação por monóxido de carbono em 1968. No ano seguinte, quem morreu aos 27 por overdose de calmantes foi Dickie Pride, um cantor de rock britânico.

Líder da banda Canned Heat, o guitarrista e compositor Alan Wilson teve uma overdose em 1970, um ano depois de tocar em Woodstock. No ano seguinte, o vocalista do grupo Dyke & The Blazers, Arlester “Dyke” Christian, faleceu ao tomar um tiro.

O grupo de blues Stone the Crows quase acabou quando o guitarrista Les Harvey, de 27 anos, morreu eletrocutado ao segurar um microfone com mãos úmidas durante uma apresentação, em 1972. No mesmo ano, a cantora soul Linda Jones não resistiu a um coma diabético.

Um dos membros fundadores do Grateful Dead, o tecladista Pigpen sofreu uma hemorragia gastrointestinal causada por alcoolismo em 1973. O baixista Dave Alexander, do The Stooges, teve um edema pulmonar e morreu aos 27 em 1975.

Responsável por sucessos como No matter what e Day after day, o líder da banda Badfinger, Pete Ham, foi encontrado enforcado em 1975. Gary Thain, baixista do Uriah Heep, foi eletrocutado no palco, mas sobreviveu. No entanto, ele teve uma overdose de heroína após ser expulso da banda no mesmo ano da morte de Pete Ham.

Helmut Köllen havia deixado a banda de rock progressivo Triumvirat e perseguia a carreira solo quando inalou muito monóxido de carbono em 1977. Ele ouvia as fitas de suas gravações com o motor do carro ligado. O vocalista do grupo Big Star, Chris Bell, faleceu em um acidente de carro no ano seguinte.

D. Boon, guitarrista e vocalista da banda punk Minutemen, sofreu um acidente de trânsito aos 27 anos. A fatalidade fez com que a banda acabasse.

A banda punk The Gits teve um final sombrio. Mia Zapata, a vocalista, foi estuprada e assassinada em 1993. Kristen Pfaff, baixista das bandas Hole e Janitor Joe, teve uma overdose em 1994.

Richey Edwards, guitarrista do Manic Street Preachers, desapareceu em 1995, aos 27 anos. Só foi considerado oficialmente  morto em 2008.

Quem quiser mais sobre os músicos que morreram com essa idade (existem mais de 27) pode visitar o site The Forever 27 Club, que tem outros nomes em sua lista.

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12 Comentários

12 Comentários

  1. luan

    cade os brasileiros

    Responder
  2. Sergio Luiz Fernandes

    Sempre que se fala dos artistas que faleceram aos 27 anos, enfatiza-se as carreiras, a obra e o talento de Jim Morrison (nasceu em 08/12, dia da morte de John Lennon) , Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Kurt Kobain, e, mais recentemente, Amy WineHouse. Todos maravilhosos. Mas pouco ou quase nada se comenta sobre o mais extraordinário de todos: William Pete Ham. O líder do Badfinger suicidou-se faltando três dias para completar 28 anos, em 1975, sendo que as causas estão relacionadas ao roubo do dinheiro da Banda pelo empresário Stan Polley que simplesmente desapareceu de cena, deixando Pete e o Badfinger a ver navios, completamente descapitalizados. Esse acontecimento deixou Pete extremamente abatido e abalado, pois sendo o líder do grupo e por dar crédito ao empresário, sentia-se culpado por tudo o que vinha acontecendo. Deprimido e sem recursos Pete não suportou e suicidou-se, o que significou, além da tragédia em si, uma perda muito grande para o Rock da época. Sua esposa estava grávida e Petera nasceria um mês após a morte do mestre, do autor genial.
    Pete foi um dos maiores músicos de todos os tempos, que compôs mais de cem canções, dentre elas, algumas conhecidas do público, tais como: Without You(em parceira com Tom Evans), No Matter What, Baby Blue, Name Of The Game e outras),
    E também outras composições muito legais, mas não tão conhecidas, como por exemplo: Midnight Caller (essa canção, o visitante da meia noite, ao que parece, Pete compôs para uma amiga sua, uma pessoa que trabalhava com ele e que depois virou prostituta ), Timeless, Key Holestreet, I’ll Kiss You Goodnight, Dear Father, Shine On, Just Look Inside The Cover, I Know That You Should e muitas outras. Extraordinário guitarrista, ele foi igualmente um compositor fantástico, um pianista exuberante( atentar para toda a música, mas especialmente o final da composição Name Of The Game no piano e também seu desempenho na música TIMELESS) e um cantor com uma voz diferenciada e privilegiada. Com quatro anos Pete já tocava gaita de boca. Um detalhe importante: Pete não compunha por compor. Suas músicas em geral tinham uma história, envolvia algum acontecimento. Os amigos poderão se deliciar com músicas exclusivamente compostas por Pete em dois CDs(SEVEN PARK AVENUE E GOLDERS GREENS), achado do biógrafo Dan Mantovina lançado no final dos anos 90 ou baixar. Eu tenho os dois CDs, mas tive que importá-los. Ali será possível conhecer canções de Pete, algumas ao som do violão que o autor talvez nem pensasse que um dia estariam num disco. HEAD FIRST, foi outro álbum(duplo)lançado somente no ano 2000, mas produzido em 1974.
    Consultando-se a lista dos artista mortos aos 27 anos, verifica-se que todos foram sensacionais, deixando legados e admiradores por todos os cantos do mundo. Mas nenhum deles pode ser comparado a Pete Ham, gênio musical da humanidade. A sensibilidade e a genialidade musical deste artista único, inigualável, são virtudes irreproduzíveis na espécie humana.
    Mais de trinta e cinco anos após sua morte, com as informações sobre ele trazidas por seu biógrafo, Dan Matovina, pode se concluir que o shakesperiano Pete Ham foi um artista diferenciado, um criador de canções, como nenhum outro, representativas da segunda metade dos anos sessenta(com os The Ivyes, primeira ou segunda Banda de Pete), do ínicio dos anos setenta com o Badfinger e com suas próprias composições que foram descobertas posteriormente a sua morte(por exermplo JOHN FORGOT TO SING, que apareceu recentemente na INTERNET) .
    Para mim Pete Ham representa para a música o que Shakespeare significa para o teatro, para a literatura. É imperdoável passar pela vida e desconhecer a existência e a incrivel produção musical desse artista fenomenal, patrimonio musical da humanidade que não chegou a viver 28 anos. A impressão que passa é que Pete começou a criar suas canções ainda no ventre da mãe. O que se faz até 28 anos? Praticamente nada. Estamos apenas iniciando nossas carreiras. Pete já tinha feito muita coisa, quase tudo E o que ele não teria produzido se ainda estivesse vivo. O desconhecimento sobre a vida e a obra do genial artista por grande parte da população mundial, e especialmente a brasileira é um fato estarrecedor e uma vergonha para a mídia mundial que divulgou muito pouco sobre esta lenda musical, sobre este mito. Outro dia perguntei a alguns colegas se sabiam de quem era a música No Matter What. De imediato alguém respondeu: The Beatles.
    É necessário urgentemente resgatar a memória do incomparável WILLIAM PETE HAM e seu BADFINGER.
    Obs: John Lennon foi um gênio que criou um mundo, uma história imensa, se levarmos em conta a conturbada vida que levou em sua infância e parte da adolescência. A propósito, desconsiderando as diferenças de temperamento entre John e Pete que era muito tímido, vejo muitas semelhanças entre os dois artistas geniais. Mas John viveu 40 anos e Pete menos de 28. Se John tivesse vivido 28 como Pete, teria ele toda a fama que tem ? Mesmo sabendo que as mortes prococes dos dois gênios potencializaram ainda mais a mitologia em torno dos dois memoráveis artistas. Uma coisa é certa: John Lennon não teria feito boa parte das músicas que o ajudaram a tornar famoso.
    Sérgio Luiz Fernandes
    serluifer@hotmail.com

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  3. RRITTER

    dificil falar de grandes talentos musicais que ganharam tudo de DEUS e retribuiram buscando a morte atravéz das drogas e do alcool…chamar de genios jovens que ignoraram a beleza da vida sadia e saudavel, com tudo o que tinham direito, mas sem suicidio…não…não dá pra endeusar pessoas tão ignorantes. quando fazemos isso deixamos claro para o jovem comum e cheio de objetivos que a droga é permitida! faz pessoas famosas! faz pessoas felizes! por que nos enganamos e enganamos quem precisa de nós como referencias e valores???? não posso! a droga é mortal, destroi talentos, genialidades e mata! não vou avalizar seu uso louco!

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  4. SERGIO ALONSO

    ROCK N ROLL CORRE NAS MINHAS VEIAS,JUNTAMENTE COM O BLUES E O JAZZ,CURTO PACAS BANDAS CLASSICAS,MINHA OPINIAO É Q CADA UM LEVA A VIDA DO SEU JEITO,QUQNDO VOCE É DE MAIOR;A RESPONSABILIDADE É SUA,VC TEM ASUA DIGITAL,VC TEM ASSINATURA PROPRIA,DROGAS LICITAS OU ILICITAS REALMENTE SAO PERIGOSAS,SE ESPELHAR NO SEU ARTISTA FAVORITO,É LEGAL,O PROBLEMA É QUE NEM TODOS SAO EXEMPLO COMO PESSOA.FANATISMO POR UM ARTISTA PODE SER MUITO PERIGOSO,VOCE TEM Q SER VC MESMO,MUITOS PERDERAM SUAS VIDAS,ADIANTANDO SUAS MORTES , É UMA PENA,´´MEUS IDOLOS MORRERAM DE OVERDOSE“E PERDEMOS MUITAS COISAS BOAS Q PODERIAM NOS OFERECER.

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  5. Raul

    Noel Rosa (1910 – 1937)

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  6. Sérgio Luiz Fernandes

    Com um pouco da desglamurização dos Beatles, que segundo John Lennon, eram mais famosos que Jesus Cristo, vem à tona a importância da Banda Badfinger, mas especialmente de suas duas principais estrelas: William Pete Ham e Tommy Evans que são os dois autores da música Without You que fez um estrondoso sucesso na interpretação de Harry Nilson na década de 70 e de Mariah Carey nos anos 90. Pete e Tommy se suicidaram em 1975 e 1983, respectivamente. O fato de ser uma “Banda apadrinhada pelos Beatles” segundo o entendimento de muitas pessoas, resultou numa importância menor do Badfinger e seus integrantes. Com a descoberta de Dan Matovina, Biógrafo do Grupo, de inúmeras canções de Pete, compostas ainda em sua adolescência e as muitas homenagens que estão sendo prestadas na cidade natal dele e no próprio cemitério onde o artista mítico está sepultado, a verdade está vindo a tona.. O trabalho de Dan Matovina é simplesmente espetacular, e se não fosse ele, iríamos acreditar por longo tempo que Pete era um eterno apadrinhado da Banda famosa. Pete tinha luz própria e que luz! Felizmente a história está fazendo justiça ao músico inigualável. No tempo do auge de Paul Mccartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Star, músicos ou Banda ligados aos Beatles dificilmente conseguiam vida própria. Seria impossível ameaçar a superioridade dos “Deuses do Rock”. O próprio George Harrison teve inúmeras dificuldades para incluir suas músicas no catálogo Beatleniano. Com o achado de tantas composições, Pete começa a virar o jogo e revelar aos fãs, ao público em geral quem era verdadeiramente “ o cara” daquele período. Coitado do Pete. O cara era um gênio da música e não teve seu enorme talento reconhecido na época. Quem é o culpado por isso? Pete Ham compôs cerca de 140, 150 canções, muitas delas verdadeiras preciosidades, e o surpreendente é que ele não chegou a viver 28 anos. E tocava piano e guitarra magistralmente, era um cantor diferenciado, mas, sobretudo compunha letras e canções como ninguém. Este é o diferencial. Embora um fã como eu diga de peito aberto que qualquer coisa que Pete produzisse era única e inigualável. Um Shakespeare da música.
    Alguns artistas precisam de toda uma vida para mostrar seu talento. Os menos de 28 anos de vida foram mais que suficientes para que o incomparável músico revelasse a dimensão da sua arte. Na placa que homenageia Pete Ham está escrito: Mestre da melodia. Eu acrescentaria: Gênio da música, Gênio da arte, Gênio da vida.

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  7. Antonio

    ele não era nada era apenas uma criatura sem criador e por isso aconteceu teve sucesso mas tirou a propiá vida quem tudo foi o mesmo que o tirou jesus e avida e quem vai até de maneira nem uma sera lançado fora

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  8. Sérgio Luiz Fernandes

    Vejo muita semelhança entre Pete Ham e Noel Rosa. Ambos foram geniais na arte musical. Pete Ham foi compositor de músicas e letras, multi-instrumentista, arranjador, aprendeu a tocar gaita de boca com quatro anos de idade e também sabia tocar bateria.

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  9. Robert

    cara velho isso e muitto estralho ?? td isso acoteçer

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  10. Wolnei

    O que seria do rock and roll sem as drogas…

    Responder
  11. Gláucia

    Muito provavelmente teria mais vidas!obs não só o rock and Holl, mas sim o mundo sem drogas seria um mundo melhor.

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  12. rosangela lennom soares

    Eles eram conscientes de suas atitudes. Foram os maiores exemplos de revolta e repugnancia com o mundo e com razão, lendas urbanas é isto. Foi assim, pq teria de ser, mostra a importancia clara, a vida e a imortalidade do rock n rool.

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