Fui a Niterói (RJ) no domingo para cobrir uma feira de games. Lá conheci alguns estudantes que estão desenvolvendo jogos para serem usados em sala de aula. Daqui a algum tempo, os alunos terão aulas, por exemplo, sobre a Segunda Guerra participando dela. Um novo jeito de aprender. Achei o máximo!  Mas também lembro com saudade dos meus cadernos de caligrafia, das folhas de papel almaço, das provas copiadas em mimeógrafo e das… cartilhas escolares!
As cartilhas surgiram por volta do século XIX. No Brasil, as primeiras cartilhas usadas eram escritas e publicadas em Portugal. Uma das primeiras a chegar por aqui foi o “Metodo Castilho para o Ensino Rápido e Aprasível”, que se dizia “tão própria para as escolas como para uso das famílias”. Escrita por Antonio Feliciano de Castilho, sua primeira edição foi publicada em1850.

Uma das primeiras escritas no Brasil,  a “Cartilha Proença” foi lançada em 1926 teve uma tiragem de 145 mil exemplares e 84 edições. Ela foi escrita pelo professor paulista Antonio Firmino de Proença (1880-1946).

Nas décadas de 40 e 50, obras como “Caminho Suave” e “Cartilha Sodré” foram adotadas pela rede pública de ensino. Escrita pela educadora Branca Alves de Lima em 1948, “Caminho Suave” vendeu 40 milhões de exemplares e participou do processo de alfabetização de grande parte daquela geração. Produzida por Benedicta Stahl Sodré, a “Cartilha Sodré” vendeu 6 milhões de exemplares entre 1940 e 1989.

 

Veja agora as capas de outras cartilhas, enviadas para mim pela Cecília Passos, ouvinte do “Você é Curioso?”. Talvez você se lembre de alguma. Ou vai se divertir com o material escolar de seu pai ou de seu avô!