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Evolução das placas dos carros no Brasil

27 de abril de 2020

O primeiro emplacamento registrado no Brasil é de 1901. Foto: Marcelo Carnaval/ Agência O Globo

1901 – 1915: não havia nenhuma padronização para as placas dos automóveis. Cada município possuía o seu padrão e cabia aos próprios proprietários emplacarem seus veículos, de modo que não havia obrigatoriedade de cor ou forma.

Modelo de placa usado entre 1915 e 1941. Foto: Arquivo O Globo

1915 – 1941: ainda sem padronização nacional, as placas passaram a utilizar as letras “P” e “A” para diferenciar os carros particulares dos carros de “aluguel”, como táxis e ônibus. As letras eram acompanhadas de números que variavam de 1 a 5 algarismos. Ou seja, era possível ver na mesma rua um carro com placa “P7” e outro com placa “P56283”.

Modelo de placa usado entre 1941 e 1970. Foto: Jason Vogel

1941 – 1969: surge o primeiro sistema de numeração nacional, ainda que o controle das placas seguisse sob controle dos municípios e as placas continuassem referindo-se aos donos e não aos veículos (ou seja, caso um proprietário trocasse de carro, a placa seguiria a mesma). O modelo adotado não possuía letras e sim uma sequência de números a partir da demanda. Explicando: os nove primeiros carros tinham apenas um algarismo, de 1 a 9. Até o 99º, dois. Até o 999º, três. E assim por diante. Em São Paulo foi alcançada a marca de sete algarismos na mesma placa. Em geral, a cada dois algarismos os números eram separados por um ponto. Pela primeira vez as placas passaram a trazer a cidade e o estado do veículo. Também surgiu a primeira padronização de cores: placas laranjas (depois amarelas) com letras pretas para veículos particulares, vermelhas com letras brancas para veículos de aluguel e brancas com letras pretas para os oficiais.

As placas usadas entre 1971 e 1990. Foto: Jason Vogel

1970 – 1990: nasce o sistema alfanumérico, que mistura letras e números. A gestão do trânsito passou para o nível estadual, impedindo assim que fossem registradas duas placas iguais no mesmo estado. As placas passaram a ser todas elas compostas por duas letras e quatro números.

Modelo usado a partir de 1990 até a troca pelas placas do Mercosul. Foto: Jason Vogel

1990 – 2017: surge o padrão que até hoje é o mais conhecido, com três letras e quatro números. Os 27 estados da federação ficaram cada um com uma faixa das 175.742.424 combinações possíveis, impedindo assim que existam dois carros com a mesma placa em território nacional.

2018 – atualidade: embora ainda não seja obrigatório para todos os carros, o novo modelo vem sendo utilizado desde 2018 nos novos veículos fabricados no país. O modelo será adotado em todos os países que fazem parte do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai). A placa é composta por quatro letras e três números em ordem aleatória, ou seja, sem uma definição precisa de onde estarão as letras e onde estarão os números. A parte superior da placa passa a trazer o nome do país, ficando o estado e o município distintos por brasões no canto inferior direito da placa.

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