Quando falamos em animais voadores, logo imaginamos as aves. Realmente elas são mestres do ar. Algumas espécies fazem longos voos, com grandes altitudes e distâncias. Temos também os morcegos, exemplo de mamífero entre os bichos voadores.

Entre os insetos existem muitos seres alados, conta o biólogo Guilherme Domenichelli, criador do canal Animal TV. Alguns não voam tão bem, como as baratas, mas outros são excelentes voadores, como abelhas, marimbondos, gafanhotos, cigarras, vespas e borboletas.

As borboletas-monarcas, por exemplo, realizam uma migração épica, percorrendo cerca de 4.800 quilômetros! A cada outono, as monarcas deixam seus habitats de verão no norte dos Estados Unidos e Canadá rumo a seus habitats de inverno na Califórnia e no México.

Além de percorrer grandes distâncias, os insetos também podem voar bem alto! Cientistas do Departamento de Zoologia e Fisiologia da Universidade de Wyoming, nos Estados Unidos, coletaram gafanhotos voando a 4.500 metros de altura. Algumas espécies de moscas alcançam altitudes acima de 5.000 metros e espécies de borboletas acima de 6.000 metros.

Assim como nós, os insetos enfrentam muitos desafios em grandes altitudes. A redução de oxigênio é uma delas. Eles precisam fornecer oxigênio suficiente para seus tecidos, ou não conseguirão bater as asas. Quando a densidade do ar é baixa, as asas dos insetos precisam trabalhar muito mais para gerar sustentação, gastando mais energia.

Pesquisadores realizaram um experimento: colocaram abelhas em uma câmara que simulava a redução da pressão do ar em grandes altitudes e descobriram que algumas abelhas podiam planar em condições que se aproximavam de uma altitude de 9.000 metros, acima da montanha mais alta do mundo, o Monte Everest , que tem 8.848 metros de altura. Usando câmeras de alta velocidade para capturar as abelhas em voo, eles descobriram que as abelhas planavam e também mudavam os movimentos de suas asas para compensar a redução da densidade do ar, economizando energia.