Na década de 1970, Nova York passava por tempos difíceis. Era uma cidade insegura e perigosa, o que acabou afugentando os turistas. Em 1977, as autoridades fizeram uma campanha (com jingle e comercial de TV) para atrai-los de volta. O designer Milton Glaser foi chamado para criar a logomarca do slogan da campanha: “I love NY”. Num congestionamento, dentro de um táxi, ele teve a ideia de trocar a palavra “love” pelo coração.

Existem fontes que dizem que Milton Glaser recebeu 2 mil dólares pelo trabalho e outras que ele não ganhou nada ao criar o maior símbolo da cidade de Nova York. Pensou que a logomarca só duraria alguns meses, mas ele se enganou.
Depois do atentado terrorista ao World Trade Center, em 2001, o próprio Glaser fez uma modificação no que havia criado e distribuiu pôsteres com a inscrição “Eu amo Nova York mais do que nunca”. O chamuscado na parte inferior esquerda do coração é uma alusão às Torres Gêmeas, destruídas no atentado.

A logomarca original se espalhou por todo o mundo e passou a ser copiada. Só que a mais nova onda é trocar o coração por alguma outra coisa. Existem casos curiosos. Na cidade de São Paulo, há um modelo que trata das enchentes, com um barquinho no lugar da nuvem, e outra que fala da maior paixão gastronômica do paulistano, que é uma boa fatia de pizza.
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