Uma visita ao supermercado é sempre um prato cheio para um cidadão curioso. Você já deve ter visto uma marca francesa de queijos chamada La Vache qui rit (A Vaca que Ri ou La Vaca que Ríe, como na embalagem vendida na América Latina). O queijo fundido de sabor suave e longa conservação, como o nosso Polenguinho, foi criado em 1921, na região de Jura, na França, pelo empresário Léon Bel.
O nome e a logomarca foram inspirados em uma insígnia de uma vaca risonha pintada em veículos militares franceses de suprimentos durante a Primeira Guerra Mundial. A vaca servia para identificar que aquele veículo transportava carne e ganhou o apelido de La Wachkyrie — trocadilho com “Valquíria” e “a vaca que ri”. Léon Bel se apropriou da ideia, criando a marca La Vache qui Rit.
Mas, afinal de contas, vacas riem? Perguntei isso ao biólogo Guilherme Domenichelli, autor do livro “Girafa tem torcicolo?”, e ele me garantiu que não. Em brincadeiras ou em interações sociais, elas emitem vocalizações lúdicas, que alguns pesquisadores associam a um “riso animal”.
Vários animais fazem essas vocalizações. Embora pensemos que as hienas riem, elas na verdade costumam soltar um uivo esquisito, que lembra uma gargalhada, mas também é apenas uma vocalização. Segundo Domenichelli, apenas os chimpanzés e outros grandes macacos riem.
Os golfinhos e as preguiças têm o formato da boca parecido com um sorriso, mas não significa que estão realmente rindo.
