O saquinho para enjoo (ou vômito, como preferir) foi inventado em 1949 pelo americano Gilmore Tilmen Schjeldahl. O plástico era a grande novidade e ele investiu 100 dólares para desenvolver uma máquina que fizesse sacolas plásticas flexíveis para armazenar alimentos. Isso no porão de casa, em Minneapolis.

Acontece que, naquela época, as viagens de avião costumavam ser bem mais turbulentas que as de hoje e as companhias aéreas encontraram outro uso para as sacolas impermeáveis de Gilmore. Antes de as cabines dos aviões serem pressurizadas, no final da década de 1950, os passageiros sofriam com a qualidade do ar. Os vapores de gás e óleo invadiam as cabines e esses cheiros deixavam as pessoas enjoadas.

A empresa aérea Northwest Orient Airlines (que se fundiu com a Delta em 2010) foi a primeira a encomendar os tais saquinhos revestidos de plástico. Logo todas aderiram. Algumas poucas companhias aéreas ainda mantêm a tradição, quase como um suvenir, embora eles sejam bem menos necessários.

Existem hoje, isso sim, vários colecionadores dessas peças. Há registros de um holandês que juntou 6.290 saquinhos de 1.191 companhias aéreas.