Celebra-se em 4 de novembro no Brasil o Dia do Inventor. Não encontrei registros sobre o motivo da escolha da data. Aliás, os inventores são celebrados em datas diferentes ao redor do mundo. Os americanos, por exemplo, comemoram em 11 de fevereiro, data de nascimento de Thomas Alva Edison, celebrado como pai da lâmpada elétrica e maior inventor de todos os tempos. Ele é dono de pouco mais de 1.000 patentes. Mas pesquisas recentes mostraram que Edison era especialista, isso sim, em se apropriar de ideias de funcionários e colaboradores. Era bom em patentear as invenções de outros. Por isso, nessa data, eu preferi celebrar aqui um outro inventor: o também americano Benjamin Franklin, que nasceu em 1706 e morreu em 1790. Franklin trabalhou como jornalista, editor, tipógrafo, político, cientista e diplomata. Foi uma figura tão importante que estampa até a nota de 100 dólares – enquanto Edison, pelo visto, caiu em desgraça e não está valendo um dólar furado.

O que Benjamin Franklin inventou?
Uma porção de coisas. Mas vamos ficar com as principais e mais conhecidas. Franklin inventou o para-raios. Conta-se que, em 15 de junho de 1752, ele começou a empinar uma pipa, que tinha um fio de metal amarrado a uma chave. Ao observar o céu, em noites de tempestade, pouco tempo antes, o inventor percebeu que os raios eram descargas elétricas que vinham das nuvens. O teste com a pipa teria sido pensado para demonstrar à comunidade científica que a carga elétrica descia pelo fio de metal em direção ao solo. Não deve ter sido exatamente assim que ele fez, por causa dos riscos envolvidos, mas foi assim que o experimento acabou retratado.

Franklin criou as lentes bifocais. São lentes de óculos que têm dois campos de visão. Metade para ver de perto e outra metade para ver de longe. Ele tinha miopia e presbiopia. Por isso, usava dois óculos e vivia cansado de trocá-los o tempo todo. Teve mais. Benjamin Franklin era um excelente nadador. Por isso, criou o palmar, uma espécie de pranchinha usada nas mãos, que ajudava a acelerar as braçadas. Esse palmar foi a base para a invenção depois do pé-de-pato, creditado também a ele. Não acabou: o horário de verão foi uma ideia de Franklin, em 1784, com o objetivo de economizar velas. A ideia, no entanto, só foi levada a sério mais de um século depois, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1916, a Alemanha foi o primeiro país a adotar a medida.

O que Benjamin Franklin tem a ver com as batatas fritas?

Espera, então, saber de mais uma boa. Os camponeses belgas inventam a batata frita. Eles costumavam tostar peixes em banha animal, mas, com a falta do produto por causa de um inverno rigoroso, resolveram recorrer às batatas. O prato se popularizou graças ao médico francês Antoine Augustin Parmentier, que serviu uma porção em um jantar em homenagem a Benjamin Franklin, que, acredite, não gostou da novidade.

Qual é a relação de Benjamin Franklin com as tomadas em T, chamadas justamente de “benjamin”?
Embora tenha se especializado no campo da eletricidade, Benjamin Franklin não foi o inventor dessa tomada-adaptador. Há quem diga que o nome é uma homenagem a ele, o que também não é verdade. O benjamin foi uma das 350 criações patenteadas, no começo do século XX, por Reuben Berkley Benjamin, dono da empresa Benjamin Electric Manufacturing Company, de Des Plaines, Illinois, Estados Unidos.