Michael Jackson  foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter seus trabalhos divulgados na China país depois da reforma política e cultural. Essa abertura, no início dos anos 80,  coincidiu com a época em que Michael se tornou uma estrela pop. Mesmo assim, ele nunca fez um único show na China. Até tentou, mas os chineses alegaram que não teriam condições técnicas para transmitir a apresentação pela televisão, como queria o artista.

O rei do pop conseguiu fazer uma visita ao país. No dia 23 de outubro de 1987, entrou na China pela fronteira de Hong Kong (que era colônia britânica) e andou pelo pequeno povoado de Yongmo, na província de Cantão. Segundo o jornal chinês Xin Beijing, jovens da região chegaram a reconhecer o cantor, que distribuiu autógrafos e tirou fotos. Depois, passou pelo museu de Sun Yat-sen, o político que acabou com o regime imperial chinês. Dias mais tarde, foi flagrado por fotógrafos em Hong Kong, vestindo uma túnica de dragões típica dos imperadores chineses.

Pouco mais de dez dias depois da morte do cantor, dois chineses começaram a escrever uma biografia instantânea que levou 48 horas para ficar pronta. Era a obra “Moonwalk in Paradise”, escrita por Jiang Xiaoyu e Xing Han. Fez sucesso logo na primeira semana, mesmo sem os autores terem visto o biografado pessoalmente.

Pois bem: tudo isso só para apresentar  uma brincadeira que surgiu na internet. Quem canta a música “Beat It” não é Michael Jackson, e sim “membros do Partido Comunista Chinês”.

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