ZICOArthur Antunes Coimbra, o Zico, nasceu no Rio de Janeiro em 3 de março de 1953. Como jogador, ele jogava na posição de ponta-de-lança.

Zico ganhou o apelido Galinho por causa de seu físico franzino no começo de carreira. Quando entrou para o Flamengo, em 1976, ele tinha 1,55 metro de altura e pesava 37 quilos.

Seu primeiro time foi o Juventude, criado por Manuel José Afonso, o Maneco. Nando, Zeca, Edu e Tonico, irmãos do craque, também fizeram parte do Juventude.

O jogador assumiu a camisa 10 titular do Flamengo, time pelo qual jogou durante 16 anos, em 1974. Dois anos antes já havia participado com a seleção principal da conquista do Campeonato Brasileiro.

Os problemas com o joelho tiveram início em 1985 por causa de uma entrada forte do zagueiro do Bangu, Marcio.

O Galinho disputou 89 jogos e fez 66 gols pela seleção brasileira. Apesar disso, nunca ganhou uma Copa do Mundo.

Zico foi um dos mais implacáveis artilheiros que o futebol brasileiro já teve. Fez 640 gols marcados como profissional. Conhecido pelos dribles curtos, perfeita proteção da bola em velocidade, excelente visão de jogo e genial cobrador de faltas de perto da área.

Marcou 508 gols em 731 jogos com a camisa do Flamengo. Foi cinco vezes campeão carioca, campeão sul-americano e do Mundial Interclubes, além de ser o goleador máximo em cinco campeonatos estaduais. Fez 94 partidas pela Seleção, marcando 68 gols e disputou as Copas de 1978, 1982 e 1986.

Ele foi o ganhador do prêmio Bola de Prata em 1975, 1977 e 1987. Ganhou a Bola de Ouro em 1974 e 1982.

Seu último jogo com a camisa verde-amarela foi em 1989, no Estádio Comunale de Friule, em Udine (Itália).

Zico encerrou a carreira de jogador em 2 de dezembro 1989, em um jogo contra o Fluminense disputado em cidade de Juiz de Fora (Minas Gerais). O Flamengo ganhou a partida por 5 a 0.

Ele foi Ministro dos Esportes durante o governo de Fernando Collor de Mello.

Em 1997, o craque fundou seu próprio time, o Rio de Janeiro Futebol Clube.

Depois que deixou o futebol profissional, Zico fez parte da seleção brasileira de futebol de areia.

Dirigiu o Kashima Antlers, do Japão entre 1991 e 1994 e se tornou um ídolo no país, tanto que foi o técnico da Seleção do Japão na Copa do Mundo da Alemanha em 2006.

Foi coordenador técnico da Seleção Brasileira na Copa de Mundo de 1998, na França.