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Pai batizou o filho de “Tospericagerja” em homenagem à Seleção Brasileira do tri

21 de junho de 2017

Foi em 21 de junho de 1970 que um dos maiores times de futebol de todos os tempos atingiu sua consagração absoluta: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Os 11 comandados do técnico Zagallo golearam a Itália por 4 x 1 e conquistaram o tricampeonato mundial para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo do México. As seis vitórias em seis jogos com 19 gols marcados e sete sofridos encantaram todo o planeta e ainda rendem homenagens aos craques brasileiros até hoje.
Em Belém,  havia um brasileiro tão feliz com a conquista e com aquele timaço que não se contentou em sair às ruas para comemorar a vitória. Ele queria mesmo era homenagear os jogadores. Oder Nunes Torres seria pai em breve. A mulher, Odila da Silva Torres, estava grávida de um menino. Pronto, era isso. A criança teria um nome que homenageasse o esquadrão campeão.

Brasil foi tricampeão mundial em 1970

Para não cometer nenhuma injustiça, Oder passou a criar combinações com as iniciais dos nomes dos jogadores. Não achou nenhum que lhe agradasse. Chegou a enviar uma carta para a CBD, a Confederação Brasileira de Desportos (que mais tarde se tornaria a Confederação Brasileira de Futebol), pedindo uma sugestão. Acabou se decepcionando com a resposta, que apenas sugeria que ele escolhesse um único jogador para batizar o filho.
Oder não desistiu e acabou encontrando o nome que procurava sozinho: Tospericagerja da Silva Torres. “Tos” de Tostão, “pe” de Pelé, “ri” de Rivellino, “ca” de Carlos Alberto, “ger” de Gérson e “ja” de Jairzinho. Seis jogadores homenageados – só Félix, Piazza, Brito, Everaldo e Clodoaldo ficaram de fora. O curioso é que os dois sobrenomes de Tospericagerja podem ser encontrados no elenco do tri: “da Silva” em Wilson da Silva Piazza (e também no reserva Everaldo Marques da Silva) e “Torres” no capitão Carlos Alberto Torres.

Tospericagerja da Silva Torres em 2012 (Foto: Reprodução/TV Globo)

O nome foi aceito no cartório, mas se tornou praticamente impronunciável para todos os que conviveram com o garoto nascido no dia 19 de julho daquele ano. Assim, Tospericagerja passou a ser simplesmente “Peri” para os amigos.

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