Os jogos das 20h30 (ou 15h30 no Brasil) têm sido uma tortura. Faz frio demais aqui na África do Sul! Foi assim que descobri por que os torcedores sul-africanos dançam tanto nos estádios. Deve ser mesmo para espantar o frio. Na última terça-feira, quando o Brasil venceu a Coreia do Norte por 2 x 1, os termômetros de Johanesburgo variaram entre 0º C e 6 º C. Mas a sensação térmica chegou a 4 graus negativos. Ontem, em Polokwane, fui ver México 2 x França 0. Eu estava todo encapotado e estava difícil suportar os 4 graus.
Todas as Copas do Mundo ocorreram entre o final de maio e o de julho, período de verão no hemisfério norte.
Apenas outras quatro Copas (1930, 50, 62 e 78) foram realizadas durante o inverno. Segundo uma pesquisa feita pelo jornalista Max Gehringer, a Copa mais fria até então tinha sido a de 1930, no Uruguai. No jogo de estreia do Brasil, que perdeu por 2 x 1 para a Iugoslávia, as temperaturas variaram entre 5º e 9º. Como se não bastasse, o vento vindo dos Andes fazia com que a sensação térmica fosse de 0º C. Os jogadores brasileiros entraram em campo vestindo duas camisetas sob a camisa da seleção. Havia até craques com folhas de jornal forrando as meias, para garantir que os pés ficariam aquecidos. No intervalo, dá-lhe cobertor e chá quente.
Nas Copas do Brasil (1950) e Chile (1962), os jogos eram todos realizados à tarde. Por isso, não houve grandes problemas por causa do inverno. Já na Argentina, em 1978, algumas partidas foram disputadas à noite. Na partida entre Argentina e Peru, vencida pela seleção anfitriã por 6 x 0, os jogadores na reserva acompanharam os jogos enrolados em cobertores.
E olha que o inverno só começa na segunda-feira…