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10 casos de drama e superação na história olímpica

24 de abril de 2019
  1. Quando criança, a estrela norte-americana das provas de velocidade nos Jogos de Roma Wilma Rudolph teve poliomielite. A doença causa a paralisia dos membros.
  2. No início da carreira, o corredor Vicente Lenílson foi contratado por um clube carioca. Os dirigentes viram seus resultados na internet e o chamaram sem sequer conhecê-lo. Mas a boa impressão acabou quando Lenílson desembarcou no aeroporto. Os novos patrões não gostaram da estatura baixa e do biotipo franzino do atleta. Resultado: quiseram despachá-lo para casa na mesma hora. Lenílson voltou e acabou se tornando medalhista de prata olímpico no revezamento de 4 x 100 metros em 2000.
  3. A saltadora Juliana Veloso precisou ficar 6 meses sem competir porque sofreu uma lesão cervical em um pulo de 10 metros de altura. Ela entrou com a mão espalmada na água, o que fez o braço girar para trás. Juliana já quebrou o punho direito (durante os Jogos Pan-Americanos de 2003), fraturou o pé direito, o esquerdo, os nove dedos da mão, a clavícula e a tíbia e quebrou um dos dedos, o braço (4 vezes) e o pé esquerdo.
  4. Em 1996, o nadador russo Alexander Popov levou uma facada ao se envolver em uma briga com um vendedor de melancias. O ferimento não impediu que ele voltasse a treinar e conquistasse a medalha de prata nos 100 metros nado livre nas Olimpíadas de 2000.
  5. A judoca Edinanci Silva quase ficou fora da disputa dos Jogos de Atlanta, em 1996, porque possuía uma malformação que pôs em dúvida sua sexualidade. Acabou fazendo uma microcirurgia corretiva e passando no teste de feminilidade do Comitê Olímpico Internacional.
  6. Dois meses depois de ser admitida na equipe norte-americana de nado sincronizado de 2004, Tammy Crow sofreu um acidente que custou a vida do namorado e de um amigo. A atleta e os outros jovens seguiam rumo às montanhas para esquiar quando o carro em que estavam capotou e se chocou com dois pinheiros. Ela estava dirigindo. Levada a julgamento, pegou 90 dias de prisão no condado de Tuolumne, na Califórnia. A juíza, porém, decidiu que Tammy só precisava cumprir a pena depois que participasse dos Jogos Olímpicos.
  7. Também em Atenas, o velejador dinamarquês Niklas Holm atropelou e matou um turista britânico. O acidente ocorreu em uma avenida a beira-mar, quando o atleta, que participaria da competição na classe Star, se dirigia para assistir a um jogo de handebol da seleção de seu país.
  8. A judoca grega Eleni Ioannou caiu do 3º andar de um prédio uma semana antes do início dos Jogos de Atenas. O acidente ocorreu durante uma discussão entre a atleta e seu namorado, o mecânico de carros Chrisostomides. Dois dias depois, Chrisostomides pulou da mesma sacada, gritando que iria encontrar Eleni. O rapaz sofreu lesões na cabeça e nas costas. Eleni sofreu várias fraturas na cabeça e no corpo e passou por uma operação que teve várias horas de duração, mas não resistiu e acabou morrendo.
  9. O lutador Bertrand Gbongou Liango, atleta da República Centro-Africana, acabou no hospital depois de receber um golpe durante a competição de taekwondo nas Olimpíadas de Atenas (2004). Ele foi nocauteado pelo austríaco Tuncay Caliskan, que lhe deu um chute no rosto. Felizmente, o atleta não teve nenhuma sequela.
  10. O corredor brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima liderava com folga a maratona das Olimpíadas de 2004 quando um irlandês vestido com roupas típicas invadiu a pista e o arrastou para fora do percurso. Socorrido pelo espectador grego Polyvios Kossivas, o atleta conseguiu se libertar e continuar a corrida. Mesmo assim, Vanderlei perdeu o ritmo e acabou a prova em terceiro. O agressor, o ex-padre Cornelius Horan, já havia feito algo similar no final do Grande Prêmio da Inglaterra de F-1 de 2003. Em ambas as ocasiões ele queria divulgar uma mensagem religiosa. Foi preso, mas pagou uma fiança de 3 mil euros e acabou sendo liberado.

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