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A origem do Dia Mundial da Gentileza (13/11)

28 de outubro de 2020

A ideia da criação do Dia Mundial da Gentileza surgiu numa conferência organizada pelo Movimento das Pequenas Gentilezas do Japão, em Tóquio, realizada em 1996 e que reuniu grupos de vários países.

A data foi instaurada oficialmente em 2000 e tem a intenção de propagar e inspirar pessoas a criar um mundo mais gentil.

No Brasil, o Dia Mundial da Gentileza é comemorado desde 2005, por meio de ações da Associação Brasileira da Qualidade de Vida.

O Profeta Gentileza

Paulista de Cafelândia, José Datrino espalhava suas palavras de amor, solidariedade e conforto pelas ruas. Era reconhecido pela túnica branca e barba também branca.

Um incêndio criminoso matou 503 pessoas no Grand Circus Norte-Americano, em Niterói (RJ), em 17 de dezembro de 1961. Datrino plantou um jardim sobre as cinzas e trabalhou como “consolador voluntário” das famílias.

Ficou conhecido como “José Agradecido” e depois como “Profeta Gentileza”.

Em 1980, ele fez murais em 56 pilastras do Viaduto do Gasômetro, entre o Cemitério do Caju e o Terminal Rodoviário, no Centro do Rio de Janeiro.

Na número 3, ele iniciava a inscrição assim: “Este é o Profeta Gentileza que gera gentileza”. Tudo era escrito com sua caligrafia característica, com detalhes sempre em verde e amarelo.

Usava também a frase “Gentileza Gera Gentileza” em estandartes que carregava em suas pregações. Tornou-se celebridade não só na cidade carioca, como em outras partes do mundo.

Com o tempo, seus murais foram vandalizados. Até que, em 2000, eles foram recuperados e tombados pelos órgãos de proteção da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O Profeta Gentileza morreu em 1996, aos 79 anos.

Foi homenageado como tema de samba-enredo no Carnaval, com livro, com músicas de Gonzaguinha e Marisa Monte, e como personagem de novela de TV.

Em crônica publicada na “Folha de S. Paulo”, em 25 de abril de 2022, o jornalista e escritor Ruy Castro escreveu que o “profeta” não passou de um mito: “Na vida real, Gentileza era só um doido: um desvairado de camisolão que ofendia, ameaçava e dava corridas nas moças de batom, calça comprida ou minissaia que passavam pela região das barcas [entre Rio e Niterói]”.

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