O ato de brindar é bastante antigo. Os antigos romanos podem ter sido os criadores da tradição. Por segurança, com medo de serem envenenados, batiam forte seus copos, sacudindo e misturando gotas com as bebidas do inimigo. As pessoas falavam “saúde” antes de beber meio que torcendo para que o líquido não estivesse envenenado. 

Para os gregos, Dionísio, deus do vinho, iniciou a prática de fazer som com as taças para que a degustação fosse uma experiência sensorial completa. A audição era o único sentido que faltava. Diziam até que o som dos copos afastaria maus espíritos. 

O brindar só foi se popularizar no século XVI, na Inglaterra, quando virou moda entre os aristocratas londrinos. Eles costumavam colocar uma pequena torrada dentro de um cálice para que ela ficasse com o gosto do vinho. É por isso que “toast” (o mesmo que torrada) é “brinde” em inglês.

Além do saúde, nós dizemos tintim, imitando o som das canecas e copos batendo. O que só não é recomendado é dizer “tintim no Japão. Mesmo o personagem dos quadrinhos virou “Tan-Tan” por lá. É que no Japão o tintim se refere… ao órgão sexual masculino. Quer brindar no Japão? Kanpai!