Seiva de Alfazema da Phebo foi meu perfume preferido na adolescência. E a gente não dizia só Seiva de Alfazema. Dizia Seiva de Alfazema “da Phebo”. Mas, veja só, a Seiva de Alfazema que eu encontrei na farmácia não é mais da Phebo. Para começo de conversa, o desenho do rótulo e da caixa passou por uma repaginada, mas a menção aos campos de lavanda dos Alpes Suíços continua no fundo.
A colônia foi lançada em 1946, inspirada em ideias colhidas por Mário Santiago, um dos fundadores da perfumaria, nas viagens que fazia à Suíça. A produção de lavanda (também chamada de alfazema) ainda é pequena no Brasil, mas a sua essência é bastante querida pelos brasileiros.
Atualmente, a Phebo pertence à Casa Granado e passou por um reposicionamento. O Grupo Granado/Phebo tem sua colônia de alfazema. Mas essa colônia antiga é vendida pela P&G (Procter & Gamble), que foi justamente dona da marca entre 1988 e 1998. Como não tem mais a marca, não coloca Phebo no nome. Mas, pelo visto, manteve a fórmula. E hoje é só Seiva de Alfazema mesmo.
A Phebo foi fundada em 1930 em Belém do Pará por Mario e Antônio Santiago.
