A HISTÓRIA DA PIZZA“Em 1964 ou 1965, existia uma oposição terrível no Palmeiras. Certo dia, situação e oposição se reuniram para uma reunião do conselho”. As lembranças são do jornalista Milton Peruzzi, que cobria o Palmeiras para “A Gazeta Esportiva”, pressentiu que daquele encontro sairia a manchete da edição do dia seguinte. Foi cedo para o Parque Antártica e ficou acompanhando tudo o que acontecia. Recebia o tempo todo lá de dentro notícias de que os ânimos estavam exaltados e que a reunião não terminaria bem.

Às 11 da noite, depois de quase 14 horas de reunião, Peruzzi ligou para a redação e recebeu um ultimato do redator-chefe Olímpio da Silva e Sá: “Não dá para segurar muito mais. Daqui a meia hora, vamos ter que rodar o jornal”.

“Para minha sorte, às 11h15, 11h20, os conselheiros saíram da sala, só que abraçados, falando que tinham chegado a um acordo”, contou Peruzzi em entrevista. Convidaram o repórter para comer pizza com eles no que parecia ser uma grande confraternização. Há controvérsias sobre a pizzaria escolhida e quanto comeram. Peruzzi ligou para o jornal para dar a notícia e ouviu de Olímpio:
– Como acabou aí?
– Acabou em pizza! – sintetizou bem Peruzzi.
No dia seguinte, a capa do jornal estampou a manchete: “Reunião-bomba no Palmeiras acaba em pizza”. A expressão pegou.