Os tais padrões de beleza nunca atingiram 0,5% da população. Por isso, sempre foram perseguidos como verdadeiros ideais.

O comprimento do nariz deve ser igual ao dos lábios

Em 1539, Augusto Nifo dedica a Joana de Aragão a obra “Sobre a beleza e o amor”, na qual define critérios rígidos de beleza: o comprimento do nariz deve ser igual ao dos lábios. A soma das duas orelhas ocupará a mesma superfície da boca aberta, e a altura do corpo conterá oito vezes a da cabeça. Nenhum osso deve marcar o largo peito e os seios devem ter forma de pera invertida. A mulher ideal é alta sem ajuda de saltos, tem ombros largos, cintura fina, quadris amplos e redondos, mãos rechonchudas, mas dedos afilados. Deve ter pernas roliças e pés pequenos.

No século XVII, Rubens pinta a tela “As três graças”, onde três jovens brincam nuas exibindo suas barrigas proeminentes e bumbuns roliços. Pintores como Fragonard e Tiepolo também retrataram padrões de beleza no século XIX. Suas mulheres são rechonchudas, risonhas, cheias de covinhas e dobrinhas macias. Mas as mulheres já têm consciência de que podem modificar a imagem através da maquiagem e dos recursos dos penteados.

No início do século XX, o peso excessivo deixa de ser sinônimo de prosperidade. As atrizes de cinema criam o estilo mulher fatal – são sérias e enigmáticas.

Nos anos 1940, o padrão de mulher bonita é definido por meio de um corpo curvilíneo e de um rosto maquiado. São os anos da valorização máxima da beleza, conceito que dura até hoje. Qualidades estéticas passam a ser sinônimo de sucesso e de felicidade.

Nos anos 1960, as mulheres estão menos vestidas. O padrão de beleza ainda está muito ligado às características de feminilidade e de delicadeza. Mas a magreza excessiva deixa de ser sinal de fraqueza para se tornar objeto de desejo das mulheres.

Século XXI: a valorização da “mulher real”

Nos anos 1980, a geração yuppie vai às academias e as mulheres descobrem que podem mudar de corpo com muita ou pouca ginástica. Os contornos ficam mais duros e definidos.

No século XXI, o padrão de beleza se internacionaliza. As mulheres são quase que “obrigadas” a serem magras e recorrem às clínicas de estética para retardar o envelhecimento. Contra esse padrão, começam a surgir campanhas pela valorização da “mulher real”.  No começo dos anos 2020, muitas mulheres deixaram de tingir os cabelos e deixaram os fios embranquecerem.

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