OSCAR SCHMIDT

1. Oscar Schmidt começou a jogar em 1974, em Brasília. No ano seguinte, mudou-se para São Paulo onde jogou por Sírio e Palmeiras. Foi tricampeão paulista, bicampeão brasileiro e conseguiu o título Mundial Interclubes (1979).

2. No início da carreira, costumava chorar quando vencia. Em 1987, na histórica vitória sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, deitou na quadra com a redinha da cesta enfiada na cabeça.

3. Queixão é o apelido que recebeu de seus amigos, mas também é conhecido como “Mão Santa”. Em 1982, quando jogou em um clube italiano, foi chamado de macchina da canastri (algo como “máquina de fazer cesta”).

4. Oscar e o filho Felipe jogaram juntos, profissionalmente, pela primeira vez, em março de 2002. Pai e filho defenderam o Flamengo, contra o Mogi, pelo Campeonato Brasileiro. A contagem final deu a vitória ao time carioca por 108 a 87.

5. Oscar fez 35 pontos enquanto Felipe, então com 16 anos, marcou cinco. Ele entrou na quadra no fim do primeiro quarto e voltou faltando apenas um minuto para o final da partida. O garoto fez uma cesta de três pontos, depois que Oscar fez um bloqueio para o filho arremessar, e, a dez segundos do fim do jogo, Felipe marcou dois pontos. Felipe Schmidt entrou na quadra com a camisa 41, o contrário do uniforme 14 do pai.

6. No dia 14 de maio de 2003, o cestinha se despediu do basquete. A última partida ocorreu contra o Universo/Minas durante a disputa do 14º Nacional. O Flamengo, time defendido por ele, perdeu de 101 a 89.

7. Sua carreira se encerrou quando ele se aproximava dos 50 mil pontos no currículo. O número 49.743 não é reconhecido pela Federação Internacional de Basquetebol (Fiba).

8. Oscar já havia dito adeus à seleção brasileira em 1996, no final da Olimpíada de Atlanta. Na ocasião, os outros 11 companheiros de time autografaram uma camiseta para que ele desse de presente para o filho.

9. Em sua autobiografia, ele aponta como ídolo o jogador Ubiratan e diz que Adílson foi o melhor brasileiro que viu em quadra.

10. Três times em que atuou, Flamengo, Caserta (Itália) e Pavia (Itália), imortalizaram a camisa 14, que usou desde o início da carreira.

11. Maior cestinha do antigo Campeonato Nacional (hoje chamado de Novo Basquete Brasil), Oscar marcou 9.096 nas oito edições que esteve na quadra.

12. O jogador foi secretário de Esportes de São Paulo de 1997 a 1998, durante a gestão do prefeito Celso Pitta. Além disso, concorreu à vaga de senador pelo PPB em 1998 (apesar dos 5,7 milhões de voto, não foi eleito).

13. Em 2013, foi diagnosticado com um tumor sem cura no cérebro. Desde então, passou por uma cirurgia e fez tratamentos de quimioterapia.

14. No mesmo ano, entrou para o Hall da Fama da NBA. Ele recebeu a honraria das mãos de Larry Bird, um dos melhores jogadores de todos os tempos.

15. Foi convidado para participar da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, onde trabalhou como comentarista no canal pago Fox Sports.