Todo filme de faroeste que se preze tem um cowboy montado em seu cavalo. Mas, afinal, quem eram esses animais que entraram para a história do cinema? Cada ator tinha seu próprio cavalo? “Alguns atores famosos como Johny Wayne, James Stewart, Clint Eastwood faziam muitos personagens diferentes, então o natural era que o animal também mudasse de filme para filme”, explica Rodrigo Pereira, jornalista e um dos autores de “A epopeia de Anthony Steffan – O Django brasileiro”.

Porém, no caso dos filmes “faroeste B”, muito populares nas matinês dos cinemas americanos, a relação era diferente: “Alguns cavalos se tornaram tão famosos quanto seus atores”, explica Rodrigo. Buck Jones, por exemplo, filmou 50 películas com o cavalo Silver. A carreira do animal é extensa, com outros 20 filmes entre 1922 e 1946.

BUCK JONES

“Silver” também era o nome do cavalo do “Zorro”. Entre 1933 e 1954, o Zorro foi apenas um programa de rádio, de modo que não havia um cavalo de verdade atuando. Quando a história foi para os cinemas, em 1940, um cavalo branco de verdade passou a atuar ao lado de um dos personagens mais emblemáticos de Hollywood.

SILVER

Outro cavalo famoso no western norte-americano é Champions, parceiro de Jim Bannon em 70 filmes. O animal fez tanto sucesso que ganhou um seriado na CBS: “As aventuras de Champions” foi exibido entre 1955 e 1956.

“A parceria mais famosa foi entre o cavalo Trigger e o ator Roy Rogers”, decreta Rodrigo. Foram 80 filmes e 100 episódios em seriados juntos. Inteligente, se aquietava quando ouvia “silêncio no set”. Em inglês, “trigger” quer dizer “gatilho”: “Ele foi batizado pelo Roy Rogers quando um amigo olhou para o cavalo e disse que era rápido como um gatilho”, explica Pereira. Ele foi vendido empalhado em 2010 por 265,5 mil dólares.

Trigger e o ator Roy Rogers"