CAZUZA

1. Cazuza
O nome verdadeiro de Cazuza era Agenor de Miranda Araújo Neto. A palavra “Cazuza” quer dizer, no Nordeste, moleque. Já o dicionário a define como “vespídeo solitário, de ferroada dolorosa”. Em 1989, o cantor assumiu publicamente que era portador do vírus HIV, se tornando o primeiro artista brasileiro a fazê-lo.

2. Francisco Alves
Francisco Alves, o Rei da Voz, foi o cantor que mais gravou discos de 78 rotações por minuto em toda a história da música brasileira: 526, com um total de 983 canções. Ele foi compositor de 132 músicas.

3. Herbert Vianna
Herbert apostou com a EMI, gravadora do álbum Selvagem?, dos Paralamas do Sucesso, que o disco não venderia 500 mil cópias. Entretanto, foram vendidas mais de 600 mil. O cantor pagou a aposta: correu dentro da gravadora totalmente nu. Em 1985, ele fez uma cirurgia para corrigir a miopia e deixou de lado o problema que inspirou o maior sucesso da banda: a música “Óculos”.

4. Reginaldo Rossi
Nascido em 1944 num bairro pobre do Recife, o cantor e compositor é um dos artistas mais populares do Nordeste brasileiro. Em 1965, fundou o Silver Jets, primeiro conjunto nordestino de rock.

5. Ronnie Von
Aos 35 anos, o cantor teve uma das doenças mais raras e letais do mundo: polineurite pluirradicular (inflamação do sistema nervoso que causa paralisia). Registros médicos dizem que apenas Ronnie e um australiano sobreviveram à enfermidade.

6. Sidney Magal
Sidney Magalhães começou a carreira cantando em programas infantis de televisão. Seu repertório combina elementos da música cigana e da latina. Muitas canções são versões em português de sucessos internacionais. Algumas letras, inclusive, foram traduzidas para Magal pelo escritor Paulo Coelho.

7. Supla
A maquiagem de Supla no encarte do CD O charada brasileiro foi feita por Amy Lasch, o mesmo que cuida do visual dos integrantes da banda Kiss.

8. Tony Tornado
Antônio Vianna Gomes adotou o nome artístico de Tony Tornado porque “dançava feito um furacão”. O cantor já vendeu doces na Central do Brasil e engraxou sapatos. Num festival em Guarapari (ES), deu um pulo sobre a plateia e caiu em cima de uma fã, que ficou gravemente ferida.

9. Waldick Soriano
Seu refrão mais famoso foi inspirado pelo atraso de um avião em 1974. Com show marcado em Natal e preso no Recife, Waldick teria ouvido o desabafo de um músico que o acompanhava: “Eu não sou cachorro não, rapaz. Esse vôo que não chega!”. Ele criou a melodia da música durante a viagem e escreveu a letra assim que desembarcou em Natal. Waldick Soriano começou a se vestir de preto, com chapéu e óculos escuros, para homenagear seu ídolo do cinema, Durango Kid.

10. Wando
Sua marca registrada eram as calcinhas. Ele tinha uma coleção de 17 mil peças íntimas, reunidas ao longo de mais de 20 anos. Era a maior coleção do tipo no Brasil. Desde 1990, Wando as levava a seus shows e as atirava ao público. O cantor tinha outras extravagâncias: costumava morder uma maçã durante as apresentações (gesto que representava o pecado) e distribuía convites de motel. O auge de suas loucuras se deu quando ele instalou uma banheira no palco do Canecão (casa de shows no Rio de Janeiro), para que uma mulher nua se banhasse enquanto acontecesse o show.