Em 1867, Henri Nestlé [seu nome de batismo era Henrich Nestlé, mas ele o mudou], um farmacêutico alemão que morava em Vevey, na Suíça, descobriu um mercado emergente: o de alimentos infantis. Começou a fabricar uma farinha nutritiva para crianças, à base de cereais e leite: a Farinha Láctea Nestlé.

O Leite Ninho começou a ser comercializado no Brasil com o nome de Molico em 1923. Era um leite em pó fabricado na Argentina e envasado nas fábricas de Araras (SP) e Barra Mansa (RJ). O leite só ganharia o nome de Leite em Pó Integral Ninho em 1944. Nessa época, por causa da Segunda Guerra Mundial, havia uma escassez de leite no mercado. Tanto que o slogan do produto se aproveitou dessa situação: “Não entre na fila! Para quem usa Ninho, não existe o problema do leite”. Com 4% a mais de gordura que o Molico, o Ninho Integral teve excelente aceitação no mercado e sua demanda passou a crescer a cada ano. Passado mais algum tempo, a Nestlé desenvolveu o processo de obtenção do leite em pó instantâneo e, em 1965, lançou o Ninho Instantâneo. Em muitos países, o Leite Ninho é comercializado com o nome Nido.

A marca Molico voltaria ao mercado brasileiro em 1959, agora como um leite em pó desnatado, voltado ao público adulto.

E o nome Ninho? Nestlé, num dialeto alemão, significa “pequeno ninho”. A empresa adotou o ninho como símbolo por traduzir o carinho da mãe com os filhos.

A Nestlé, a maior indústria alimentícia do mundo, começou a atuar no Brasil em 1876. Nesse mesmo ano, a empresa publicou nos jornais uma carta que informava aos consumidores brasileiros que só existiam no país dois representantes autorizados a comercializar seu produto – o senhor D. Filipone, no Rio de Janeiro, e o senhor Henrique Levi, em São Paulo.