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Coleção Disquinho chega às plataformas musicais

7 de abril de 2020

Descobri hoje que a Coleção Disquinho chegou às plataformas musicais. As histórias estão no Spotify, no Deezer, na Apple Music e no YouTube Music. A coleção original foi lançada pela gravadora Continental em 1960 e seu grande diferencial eram os compactos de vinil coloridos (verde, amarelo, roxo, azul, vermelho, azul claro). Cada disco trazia uma história com músicas e uma aventura interpretada pelo grupo de rádio-teatro Teatro Disquinho, do Rio de Janeiro. As minhas preferidas:  “A Festa no Céu” (a música dos sapos ainda permanece viva na minha memória!) e “A História da Baratinha”.

Coleção Disquinho tinha vinis coloridos e contos como “A Festa no Céu” e a “História da Baratinha”

A narração era da cantora, rádio-atriz e dubladora Sônia Barreto. Seu nome verdadeiro nome era Maria Luiza Mosciaro. Ela nasceu em 25 de março de 1910 no bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro. Formou-se em canto e piano no Instituto Nacional de Música. Lecionou música e piano. Compôs cerca de 2 mil canções. Começou a trabalhar  em 1931 na Rádio Educadora como pianista e depois também como cantora. Em 1933, ela foi eleita a “Revelação do Rádio” já com o nome artístico de Sônia Barreto. No ano seguinte, Sônia recebeu o título de “Rainha da Canção Brasileira”. Em 1942, transferiu-se para a Rádio Tupi (Rio de Janeiro). Além de cantar, foi também rádio-atriz de inúmeras radionovelas, tendo sido a protagonista da versão radiofônica de “Éramos Seis”. Foi casada com Wanderley Greiffo, locutor da Rádio Nacional, com quem teve um casal de filhos: Sérgio Eduardo e Vaina. A coleção mais nova tem a narração de Simone Moraes.

 

Coleção Disquinho teve 89 títulos e vendeu 5 milhões de cópias

A ideia da Coleção Disquinho foi do compositor Braguinha, o João de Barro, diretor artístico da Continental desde 1943. Suas mais famosas composições são “Chiquita Bacana”,  “Pirata da Perna de Pau”, “Balancê”, “As Pastorinhas”, “Touradas de Madri” (que virou hino da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1950) e “Turma do Funil”. É dele também a letra de “Carinhoso”, o samba-choro composto por Pixinguinha. Braguinha tinha uma filha pequena e percebeu que havia pouca coisa para o público infantil. Assim começou a produzir histórias para crianças. As músicas eram compostas e adaptadas por ele e depois orquestradas pelos maestros Radamés Gnattali e Francisco Mignone. A coleção foi produzida até a década de 1980, num total de 89 histórias, com fábulas de Esopo, contos de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm, lendas indígenas, cantigas de roda e textos em domínio público. Vendeu 5 milhões de unidades, embora haja pouca informação na internet.

Entre 2002 e 2006, a Warner fez a remixagem digital dos títulos da Coleção Disquinho e pôs no mercado CDs com diversas coletâneas, algumas com duas e outras com quatro histórias. São 35 disponíveis agora nos perfis @disquinhodecontos, @elencoteatrodisquinho e @teatrodisquinho. Cada uma tem aproximadamente 12 minutos. Fica a dica: o volume 3 tem “Os Coelhinhos da Páscoa”, uma bonita história para ouvir com as crianças no próximo domingo.

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