Psy - cantor coreano

Nos últimos meses de 2012, a música-chiclete “Gangnam Style”, sucesso do sul-coreano Park Jae-Sang, mais conhecido pelo apelido Psy, era presença obrigatória nas rádios, na TV, em festas de casamento e de aniversário, em confraternizações, na internet.  Foi um dos maiores fenômenos do YouTube. Lançado em 15 de julho de 2012, o clipe quebrou todos os recordes da plataforma de compartilhamento de vídeos: em pouco mais de dois meses no ar, “Gangnam Style” alcançou 232 milhões de visualizações, em uma escalada que chegou a 806 milhões no dia 24 de novembro de 2012, quando o vídeo se tornou o mais assistido da história do site. Depois, o clipe foi o primeiro a ultrapassar a marca de 1 bilhão de visualizações, bem como 2 bilhões e também os 2.147.483.647, número máximo que o contador do site poderia exibir, forçando assim a uma mudança no algoritmo do site. O roteiro nonsense e a dancinha de Psy ficaram célebres e cativaram também a criançada.

Psy - cantor coreano 2Quase cinco anos depois, o Blog do Curioso pergunta: por onde anda Psy? O cantor completou 40 anos no último dia de 2017, ano que marcou o fim definitivo do recorde de “Gangnam Style”: no dia 10 de julho, o clipe de “See You Again”, de Wiz Khalifa e Charlie Puth, ultrapassou o mais impressionante fenômeno da música sul-coreana e assumiu o posto de vídeo mais assistido da história do YouTube (hoje o posto pertence à “Despacito”). Com 19 anos de carreira, Psy nunca mais chegou perto de repetir o sucesso de “Gangnam Style”. No ano seguinte, em 2013, ele lançou a música “Gentleman”, também com relativo sucesso – embora não tenha sequer se aproximado da composição anterior. Em 2014, ele dividiu a gravação de “Hangover” com o rapper Snoop Dogg em 2014. Foi o último sucesso internacional de Psy, que chegou novamente ao primeiro lugar nas paradas da revista norte-americana Billboard.

Psy - cantor coreano - áçbum

De lá para cá, a carreira de Psy tem reservado poucas novidades. Em 2017, ele lançou o oitavo álbum (o segundo desde o fenômeno “Gangnam Style”) chamado “4 x 2 = 8”. Com 10 faixas, o CD alcançou relativa repercussão na Coreia do Sul – chegou a estar entre os cinco mais ouvidos, de acordo com a Gaon Weekly Album Chart, a parada musical semanal do país. Foi um ano mais agitado para Psy na televisão: ao todo, ele fez pequenas participações em três séries sul-coreanas diferentes, todas interpretando o papel dele mesmo.
A carreira internacional parece, de fato, coisa do passado. Nas redes sociais, o cantor só publica posts escritos em coreano e seus shows também têm sido quase todos dentro do país. Fãs estrangeiros, que comentam os posts em inglês, acabam ficando sem respostas.

No último dia 28 de dezembro, Psy voltou a ser notícia em revistas e sites ao realizar um show de fim de ano em Seul repetidas vezes por 35 horas seguidas. Ao menos foi o que ele contou em suas redes sociais: “Eu me apresentei por 35 horas, cantei 280 músicas e dei 21 mil passos, mas mesmo assim não perdi nenhum grama”, lamentou, em tom de brincadeira. A queda de popularidade de Psy ao longo dos últimos cinco anos vem na mão contrária da incrível ascensão internacional do K-Pop, gênero da música sul-coreana que teve como primeiro grande sucesso a própria “Gangnam Style”.